A APIP – Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos – alerta para a necessidade urgente de medidas excecionais e eficazes para garantir a recuperação da operação industrial no país, após os danos graves causados pela tempestade Kristin e outros fenómenos climáticos recentes, que afetaram diversas regiões.
A associação destaca que, se a resposta à destruição não for rápida e eficiente, os impactos não se limitarão às empresas diretamente afetadas, mas poderão resultar em encerramentos empresariais, perda de emprego, fragilização das cadeias de valor industriais, e ainda afetar negativamente as economias locais, com redução das exportações e da competitividade externa.
A APIP sublinha que é imprescindível uma intervenção pública coordenada, envolvendo as entidades públicas relevantes, como os Ministérios da Economia, da Coesão Territorial, do Estado, das Finanças, e do Ambiente e Energia, a fim de garantir uma resposta célere e eficaz. Além disso, a Associação defende que os apoios financeiros disponibilizados pelo Banco Português de Fomento, como as linhas de crédito à reconstrução, apresentam limitações estruturais, e que o recurso exclusivo à dívida aumenta significativamente o risco de insolvência. Para uma recuperação eficaz, a APIP propõe a implementação de apoios não reembolsáveis para a reposição da capacidade produtiva, linhas de crédito com carência longa, juros bonificados e garantias públicas reforçadas, entre outros instrumentos mistos.
Face à gravidade dos danos, a APIP considera essencial que o Governo ative os mecanismos europeus previstos para situações de catástrofe natural, mobilizando fundos e instrumentos financeiros europeus para reforçar a capacidade financeira do Estado e acelerar a resposta no terreno. A destruição das infraestruturas elétricas, que resulta em microcortes frequentes e potencia insuficiente, compromete a operação industrial, sendo urgente um apoio externo para agilizar a reposição da rede elétrica, especialmente com a ajuda de países como Espanha e França.
No que se refere aos seguros, a APIP apela a uma postura colaborativa e célere por parte das companhias seguradoras, com foco na recuperação da atividade produtiva. A Associação defende uma avaliação rápida e simplificada dos danos, bem como uma coordenação ativa entre seguradoras, Governo e entidades financeiras para garantir a cobertura dos danos de forma eficiente.
Amaro Reis, presidente da APIP, conclui que o que está em jogo não é apenas a recuperação de algumas empresas, mas a preservação do tecido industrial, do emprego e da capacidade produtiva nacional. Sem a implementação de medidas excepcionais, muitas empresas poderão não sobreviver.












Comentários