Os serviços municipais de Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, estão hoje pelo terceiro dia consecutivo a proceder à limpeza do rio Caima para remover material lenhoso proveniente dos incêndios.
“As cotas de água já baixaram e estamos a retirar mais alguma madeira que vem pelo rio abaixo proveniente dos incêndios”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha, Carlos Coelho.
O autarca disse que se trata de uma medida de segurança para proteger a ponte velha de Valmaior, que chegou a estar coberta de água, porque a lenha estava a entupir o rio e a exercer pressão sobre a ponte.
“Este trabalho foi extraordinário, porque se não tivéssemos feito este trabalho não sei se teríamos hoje ponte”, disse Carlos Coelho.
Apesar de o caudal do rio Caima ter diminuído, o autarca referiu que no sul do concelho, nas zonas ribeirinhas de Angeja, Frossos, São João de Loure e Alquerubim, a situação ainda é preocupante porque o caudal do rio Vouga “baixou muito pouco”.
A evolução da situação, segundo o presidente da Câmara, depende da chuva que ainda possa cair e da quantidade de água libertada pela barragem de Ribeiradio, que ainda está com uma cota elevada.
Na quarta-feira ao final da tarde a situação agravou-se na zona ribeirinha, com várias casas isoladas pela água e 20 pessoas que tiveram de ser realojadas.
“Nós tínhamos um espaço físico preparado para acolher as pessoas, mas não foi necessário porque a opção das pessoas foi ir para casa dos familiares”, disse Carlos Coelho, adiantando que até ao momento foram realojadas cerca de 30 pessoas.
Segundo a GNR, o concelho de Albergaria-a-Velha tem hoje quatro vias interditas devido a inundação: a Estrada Nacional (EN) 230-2 e a Estrada da Cambeia, em Angeja, a Rua do Jogo, em Valmaior e a EN 2-1 em São João de Loure.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.











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