A Câmara da Sertã informou hoje, após reunião com a E-Redes, que cerca de 50% dos postes de média tensão estão derrubados ou destruídos e a baixa tensão “é dispersa e está muito danificada”.
“O responsável regional da E-Redes fez um retrato da situação no terreno e referiu que cerca de 50% de postes de média tensão estão derrubados/destruídos”, informou a Câmara Municipal da Sertã, liderada por Carlos Miranda.
Segundo um comunicado publicado nas redes sociais, a informação foi partilhada numa reunião, no início da tarde de hoje, entre a Comissão Municipal de Proteção Civil da Sertã, no distrito de Castelo Branco, e o responsável regional da E-Redes, Hilário Lino.
Segundo o Município, no encontro, Hilário Lino “referiu que a prioridade é repor a média tensão, desligar ramais partidos e levar média tensão mais à frente”.
De acordo com a autarquia, “estão a ser levantados postes, há máquinas a abrir caminhos e vários geradores ligados. Esse responsável [Hilário Lino] referiu que a rede de baixa tensão é dispersa e está muito danificada”.
Na reunião, o presidente da Câmara da Sertã, Carlos Miranda, além de agradecer o “trabalho extraordinário e o esforço hercúleo das equipas” da empresa E-Redes no terreno, também realçou a “pressão que tem feito junto do Governo”.
“É inconcebível a demora. Tem de haver uma resposta do Governo, que tem de fazer mobilização, nem que seja internacional, para trazer meios ao terreno, caso contrário vai demorar semanas a restabelecer” a situação, vincou Carlos Miranda.
O autarca mostrou ainda “especial preocupação” com eventos naturais desta natureza, devido às alterações meteorológicas que, no seu entender, serão “cada vez mais frequentes e o país tem de estar preparado para dar resposta”.
No que diz respeito às vias rodoviárias, Carlos Miranda adiantou que “está a caminho [do concelho] um pelotão de 20 militares do Exército português que irão intervir no apoio à colocação de coberturas e limpeza da rede viária”.
Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.













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