Aveiro

Segunda fase de obras no Castelo da Feira adjudicada por 4,2 milhões

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A segunda fase das obras de conservação, preservação e valorização do Castelo de Santa Maria da Feira foi hoje adjudicada, revelou a autarquia, que, recorrendo a 4,2 milhões de euros, irá intervencionar sete áreas desse Monumento Nacional.

Esta empreitada segue-se a uma primeira etapa de obras já executada em 2024, no valor de 686.000 euros, e resulta de um segundo concurso público para escolha da empresa que irá concretizar os trabalhos, uma vez que ao primeiro procedimento, lançado no início de 2025, não concorreram candidatos válidos.

Desta vez, a obra está entregue à RBS Rebuild Solutions S.A., que, entre as duas firmas concorrentes, foi a que correspondeu aos requisitos com a proposta economicamente mais vantajosa.

“Esta adjudicação representa um passo decisivo na valorização do Castelo de Santa Maria da Feira, que é um Monumento Nacional com uma relevância histórica ímpar e com um elevado potencial cultural e turístico que importa continuar a afirmar”, declarou à Lusa o presidente da Câmara da Feira, Amadeu Albergaria.

O autarca social-democrata diz que o objetivo desta segunda intervenção é “preservar o Castelo com rigor técnico e respeito pela sua identidade, garantindo condições de segurança, acessibilidade e fruição pública”, de acordo com “uma visão de médio e longo prazo que assume o investimento no património como eixo do desenvolvimento do território”.

Na prática, a empreitada agora anunciada permitirá “melhorar o circuito de visita, criar novas valências e qualificar a zona envolvente”, para o que estão previstos trabalhos em sete setores do imóvel: capela, presbitério e barbacã; torre de menagem; praça de armas; túnel de acesso à tenalha e essa própria estrutura fortificada; torre do poço; torre da casamata; e espaços exteriores à muralha, inclusive no estacionamento contíguo.

A maior parte das obras visa consolidar as estruturas mencionadas e executar trabalhos de conservação, mas quatro áreas serão sujeitas a intervenções de maior impacto: nas torres do poço e da casamata o objetivo é garantir que esses espaços possam passar a receber visitantes; sob a tenalha serão construídas duas salas polivalentes e outros espaços de apoio; e na envolvente da muralha será criado um parque de estacionamento formal para veículos ligeiros e transportes de passageiros.

Dos 4,2 milhões de euros necessário, dois milhões estão já assegurados por fundos comunitários afetos ao programa Norte 2030 e o restante será suportado pela própria autarquia. O prazo de execução da obra, por sua vez, é de 910 dias, começando a contar a partir da consignação da empreitada, o que deverá acontecer “no decurso deste ano”.

Amadeu Albergaria explica que a espera até ao arranque efetivo da empreitada se deve à particularidade de esta ser uma intervenção em património e, como tal, estar sujeita a “acompanhamento e aprovações de várias entidades”, com todos os trabalhos a terem que ser “precedidos de avaliação arqueológica”.

“O faseamento da obra não se encontra predefinido e será apresentado pelo empreiteiro e debatido na fase de preparação, entre todos os intervenientes”, explica o autarca.

Garantido já é que, estando em causa procedimentos em quase toda a área do Castelo, a utilização do mesmo irá ser “fortemente condicionada durante praticamente todo o prazo da obra”.

Uma vez concluídos os trabalhos, contudo, Amadeu Albergaria acredita que o edifício classificado como Monumento Nacional desde 1910 irá registar um aumento significativo de afluência: “Vamos tornar o Castelo de Santa Maria da Feira num dos castelos mais visitados do país, sem colocar em causa a sua identidade”.

Notícias do Centro | Lusa

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