Guarda

Rede de universidades europeia UNITA decide na Guarda se passa a confederação

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 Os reitores de 12 instituições de ensino superior de Espanha, França, Itália, Roménia, Suíça, Ucrânia e Portugal participam, a partir de hoje, na Guarda, na primeira reunião anual de 2026 da universidade europeia UNITA – Universitas Montium.

O encontro decorre no Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e na agenda de trabalhos está, entre outros assuntos, a possibilidade de a UNITA passar de ‘aliança’ para o estatuto de ‘confederação’ universitária.

“A constituição de uma confederação universitária tem potencial para reforçar a mobilidade académica e profissional de estudantes, de docentes e de investigadores, assim como o desenvolvimento de projetos científicos comuns às diferentes universidades”, afirmou Joaquim Brigas, presidente do Politécnico da Guarda.

Segundo o responsável, a mudança vai permitir também a atribuição de graus académicos conjuntos, duplas titulações por universidades de diferentes países e várias microcredenciações.

“Será criada uma escola graduada que se irá chamar UNITA Graduate School (UGS) e constituirá uma rede interligada de programas de mestrado e doutoramento no âmbito da aliança universitária, assegurando um modelo educativo coeso, interdisciplinar e orientado para a investigação”, acrescentou Joaquim Brigas.

A reunião termina na quinta-feira, tendo sido antecedida, em 2025, por encontros em Pamplona (Espanha) e Turim (Itália).

Durante os três dias de trabalho irão decorrer reuniões técnicas em cinco âmbitos: ‘Governo, gestão e qualidade’; ‘Desenvolvimento das comunidades UNITA’; ‘Educação ao longo da vida’; ‘Crescimento baseado no conhecimento em territórios rurais, montanhosos e transfronteiriços’; ‘Impacto e disseminação’ dos projetos das UNITA.

As propostas que saírem destes grupos de trabalho serão colocadas à deliberação de reitores e presidente de instituições na próxima reunião da UNITA.

A UNITA é uma aliança que junta 12 instituições de ensino superior de Espanha, França, Itália, Roménia, Suíça, Ucrânia e Portugal, que têm em comum a localização em zonas transfronteiriças e de montanha.

Em conjunto, representam 250 mil alunos universitários – o IPG, em termos europeus, é uma ‘Universidade Politécnica’, recordou a instituição portuguesa.

De Portugal, além do Politécnico da Guarda, também a Universidade da Beira Interior, sediada na Covilhã, faz parte da UNITA.

No âmbito desta aliança, o IPG tem em funcionamento um mestrado, em associação com a Universidade de Timisoara (Roménia), em Sistemas de Informação Geográfica.

“Estão em preparação mestrados e doutoramentos em cooperação com outras universidades da UNITA nas áreas das Energias Renováveis, Património e Sociedade, entre outras”, referiu Maximiano Ribeiro, vice-presidente do IPG para a Investigação e UNITA.

Já o primeiro doutoramento do Politécnico da Guarda, em Ciências Biomédicas e Biotecnológicas, acreditado em dezembro de 2025, vai ser desenvolvido em cooperação com a Universidade de Saragoça, lembrou o responsável.

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