Coimbra

Público da Casa da Escrita de Coimbra cresceu nos últimos meses de 2025

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O número de visitantes da Casa da Cidadania da Língua, que voltou a ser denominada Casa da Escrita, aumentou significativamente após o fim do protocolo com a Associação Portugal Brasil 200 Anos, revelou um relatório da Câmara de Coimbra.

“Podemos identificar um aumento significativo de público após o ‘términus’ do protocolo de colaboração com a APBRA [Associação Portugal Brasil 200 Anos]”, indicou o relatório de gestão da Casa Cidadania da Língua/Casa da Escrita referente ao ano 2025, a que a agência Lusa teve acesso.

Segundo o documento, os meses de novembro e dezembro de 2025, já sob gestão direta do Município de Coimbra, registaram os valores mais elevados do ano, com 192 e 254 visitantes, respetivamente.

Nos restantes meses do ano de 2025, os números mensais mantiveram-se maioritariamente abaixo das seis dezenas de visitantes.

O relatório de gestão da Casa Cidadania da Língua/Casa da Escrita mostrou ainda que este espaço municipal acolheu, em 2025, um total de 64 atividades, mais 13 do que em 2024, registando um total de 1.093 visitantes nacionais e estrangeiros.

O protocolo de colaboração com a Associação Portugal Brasil 200 anos, que durante dois anos assumiu a programação daquele espaço municipal, terminou o prazo de vigência no dia 11 de outubro de 2025, tendo o atual executivo municipal da Câmara de Coimbra, liderado por Ana Abrunhosa, iniciado funções no mês de novembro de 2025.

“Com a entrada em funções do novo executivo, a Casa da Cidadania da Língua regressa à sua vocação original como Casa da Escrita, com um novo ciclo na estratégia cultural da Câmara de Coimbra, que dá uma nova vida a este equipamento municipal, enquanto espaço de reflexão, de pensamento, de criação e de partilha de conhecimento”, lê-se ainda no relatório.

O documento informou também que em 2025 foram cabimentados 46.980,37 euros e faturados 35.647,00 euros. Transitaram para 11.333,37 euros para 2026.

Na última semana de fevereiro deste ano, a vereadora da Cultura da Câmara de Coimbra, Margarida Mendes Silva, deu conta do regresso da Casa da Escrita “à sua vocação original”, através de uma programação centrada na literatura e na poesia, que procura recuperar um “público que se afastou” do espaço.

Para os próximos meses, o executivo municipal propõe uma programação que chegue a vários tipos de públicos e que gere fidelidade e rotina, construída a partir de um orçamento de cerca de cinco mil euros.

De acordo com a vereadora da Cultura, a nova programação da Casa da Escrita irá envolver “a comunidade, estruturas associativas locais, autores, artistas e personalidades do meio académico”, num percurso que a autarquia quer que “seja consistente e relevante”.

Exposições, apresentações de livros, conversas, leituras, performances e oficina de escrita e leitura são algumas das atividades previstas na programação, que está baseada em seis eixos, cada um deles compostos por ciclos.

Ao longo dos próximos meses, o equipamento cultural deve passar por obras para colmatar “problemas estruturais sérios”, agravados pelo mau tempo que atingiu o país a partir do fim de janeiro, com expectativas de que a empreitada esteja concluída até agosto.

Notícias do Centro | Lusa

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