Leiria

PSP reforça Leiria com polícias à civil para prevenir furtos

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A PSP reforçou hoje o distrito de Leiria com polícias à civil da estrutura de investigação criminal para prevenir furtos, sobretudo de combustíveis, geradores e material necessário para a reconstrução devido à depressão Kristin.

Fonte da Polícia de Segurança Pública disse à Lusa que um total de 15 polícias à civil da estrutura de investigação criminal reforçou a partir de hoje o distrito de Leira com o objetivo “de prevenir e reprimir a prática de crimes contra a propriedade, nomeadamente furtos e burlas”.

Segundo a polícia, “este reforço tem o intuito e principal objetivo de prevenir e reprimir a prática de crimes e reforçar o sentimento de segurança das populações afetadas pela tempestade Kristin”.

O distrito de Leria -nomeadamente Leiria cidade, Marinha Grande, Pombal, Alcobaça, Peniche, Caldas da Rainha e Nazaré – já tinha sido reforçado, na semana passada, com elementos do Corpo de Intervenção, equipas de intervenção rápida de Lisboa e Aveiro e cerca de 200 polícias que se encontram a frequentar o curso de formação de chefes na Escola Prática de Polícia em Torres Novas, acrescenta a PSP.

A PSP alertou hoje para os cuidados de segurança que a população das zonas mais afetadas deve ter, frisando que “o foco agora é limpar e reparar os estragos da tempestade Kristin, mas a segurança não pode ficar para segundo plano”.

“Os danos causados pela intempérie deixaram habitações e estabelecimentos comerciais mais vulneráveis. Tente garantir um fecho provisório robusto e não deixe o local com aspeto de abandonado”, referiu a polícia.

Apelou ainda à população para que coloque os geradores em locais fechados, mas ventilados, guarde o combustível em locais pouco visíveis e para que não permita a entrada em casa de estranhos com pretextos vagos.

No domingo, o presidente da Câmara da Marinha Grande, um dos locais mais fustigados pela tempestade da passada quarta-feira, disse que a pilhagem de cabos elétricos é um dos motivos para a falta de água no concelho.

Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Notícias do Centro | Lusa

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