A secretária de Estado do Desenvolvimento Regional afirmou hoje que a nova edição do Programa de Cooperação Transfronteiriça Interreg Espanha-Portugal (POCTEP), o maior programa de cooperação territorial europeia, vai mobilizar 320 milhões de euros.
“O POCTEP, esta nova edição, é aquele que de todos os programas de cooperação territorial europeia mobiliza mais fundos (320 milhões de euros). É um programa que foi desenhado em total articulação com a nossa estratégia comum de desenvolvimento transfronteiriça assinada entre os dois países [Portugal e Espanha]”, afirmou Isabel Ferreira.
A governante falava hoje em Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, onde se realiza o IV Plenário EUROACE 2022.
“Na última cimeira [Ibérica] tivemos a oportunidade de fazer o ponto de situação e já foram dados muitos passos que conduziram à melhoria da vida das pessoas dos territórios transfronteiriços. E é isso que queremos também com esta edição do POCTEP, que cada vez mais tenha grande impacto nestes territórios de fronteira”, frisou.
Isabel Ferreira salientou ainda que na última Cimeira Ibérica foi assinado entre Portugal e Espanha um memorando de entendimento para a criação de uma rede de entidades de cooperação transfronteiriça.
“Em breve, iremos convidar todos os grupos que se dedicam a estas questões transfronteiriças, para integrarem esta rede, para que possamos todos trabalhar cada vez mais em conjunto e ter aquilo que todos desejamos, que é ter uma fronteira cada vez mais próspera”, disse.
A chamada Eurorregião Euroace, que engloba Alentejo, Extremadura e Centro de Portugal, foi criada em 2009, cobrindo uma área de 92.500 quilómetros quadrados nos dois países, onde vivem 3,4 milhões de habitantes, cerca de seis por cento da população da Península Ibérica.
A governante sublinhou que esta eurorregião “representa a vontade conjunta destas três regiões (Alentejo, Extremadura espanhola e Centro) que partilham uma extensa fronteira, física e natural”.
“Nestas décadas mais recentes temos verificado um fortalecimento das relações de vizinhança, o que tem contribuído para um processo de crescimento económico, melhoria das condições de vida e impulsionar o desenvolvimento integral destes territórios”, concluiu.










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