Seis primeiras obras de jovens coreógrafos de Portugal, Espanha, Grécia, Israel e França vão ser apresentadas em março, em Viseu, durante o festival internacional de dança jovem Lugar Futuro.
Organizado pela escola de dança Lugar Presente, o festival – que se realizará pelo quinto ano, entre 13 e 16 de março – permitirá o intercâmbio de experiências entre criadores e intérpretes participantes e alunos e professores de escolas de dança nacionais e estrangeiras.
Em conferência de imprensa hoje realizada, a diretora artística do Lugar Futuro, Leonor Keil, sublinhou a importância deste festival e de “todas as suas componentes à volta da dança, desde a formação, às primeiras obras”, passando pelas ‘masterclasses’ e pela parceria com o festival de videodança InShadow (que apresentará uma seleção de curtas-metragens premiadas em 2024).
O diretor de produção do festival, Albino Moura, referiu que este ano foram apresentadas 212 candidaturas, de 39 países, sendo os mais participativos França, Alemanha, Itália, China, Espanha e Portugal (em sexto lugar, com dez candidaturas).
“Tem sido um crescendo desde a primeira edição em termos de participações”, afirmou.
As seis obras escolhidas entre as mais de 200 candidaturas foram, segundo Albino Moura, “as mais ilustrativas da diversidade da criação contemporânea ao nível do que são os coreógrafos jovens”.
“Não apurámos só pela qualidade das propostas, que são muito boas, mas também procurámos selecionar pela sua diversidade, ou seja, tentar que haja linguagem diferente em cada uma das propostas”, explicou.
As primeiras obras a apresentar são “The Rite of Spring”, da Companhia de Hila Nachshonov, “When…?”, de Moses Olayinka Akintunde, “Record: qué nos va a passar?”, de Mar Garcia e Javi Soler, “En Pièce Jointe”, de Armande Sanseverino e Gael Germain, “The Hormonas – is that all there is”, de Beatriz Mira e Tiago Barreiros, e “Chase the Rabbit”, de Lida Doumouliaka.
Logo no primeiro dia do festival Lugar Futuro irá estrear-se o espetáculo “The Soul of Dominique, an ode to life”, da coreógrafa neerlandesa Robin Kroes, que foi premiada na edição de 2024.
Leonor Keil contou “há uma votação do público que escolhe uma peça”, sendo dada ao coreógrafo que vencer a possibilidade de “desenvolver uma nova peça para apresentar no ano seguinte”.
“É sempre uma surpresa. Não temos nenhuma informação sobre o que será essa peça”, realçou.
Sabe-se apenas que para o espetáculo “The Soul of Dominique, an ode to life” (uma coprodução com o festival) estarão em palco, no dia 13, cinco bailarinos que “representam o sentimento de um estado de vida extático”.
Também no primeiro dia do festival, a companhia da escola Lugar Presente subirá ao palco com duas peças, nomeadamente “Off Cut”, de São Castro e António Cabrita, e um excerto de “Mas que canto é este?”, de Aldara Bizarro.
Durante os quatro dias do festival, serão ainda apresentados trabalhos de alunos do mestrado em Criação Coreográfica da Escola Superior de Dança, do Ballet Júnior da Madeira da Escola de Dança do Funchal e da Escola Artística Sivija Hercigonja da Croácia.
“Para nós, enquanto escola, este festival é fundamental, porque a formação na área artística deve ser multifacetada, não deve integrar só o trabalho em estúdio”, frisou a diretora pedagógica da escola Lugar Presente, Ana Cristina Pereira.
Leonor Keil disse aos jornalistas que o formato de “live streaming” permite fazer chegar o festival ao mundo inteiro, mas futuramente gostaria de encontrar outras possibilidades para Portugal.
“Vamos pensar em como apresentar este festival também nacionalmente, com outras colaborações. O esforço é tanto, há tantas candidaturas, tantos jovens a começarem, que é uma pena podermos ter estes convidados aqui e ficarmos pelo ‘streaming’ e o festival não conseguir viajar pelo nosso próprio país”, considerou.













Comentários