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Presidente mexicano descarta restrições devido à Ómicron

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O Presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, descartou hoje novas restrições e encerramento de fronteiras devido à deteção da variante Ómicron da covid-19 e salientou que “não há provas” de que as vacinas sejam menos eficazes.

“Não temos esse prognóstico. Pensamos que fizemos muitos progressos na vacinação, continuamos a avançar e vamos intensificar todo o programa de vacinação”, afirmou López Obrador durante conferência de imprensa matinal no estado de Oaxaca, no sul do país.

O chefe de Estado explicou que o Ministério da Saúde vai fornecer mais detalhes na terça-feira, adiantando que não existe “informação sólida sobre se esta variante (Ómicron) é mais perigosa que as outras”.

“Digo aos mexicanos que estamos a acompanhar a situação, não há motivo para preocupação, não há razão para risco, de acordo com os relatórios que os especialistas me entregaram”, continuou.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou na sexta-feira a variante Ómicron como “uma variante de risco” e vários países aplicaram restrições de viagem para pessoas provenientes de alguns países africanos.

Os peritos da OMS indicaram que a nova variante parece ser mais contagiosa do que as anteriores, embora não existam ainda dados para determinar se é mais ou menos resistente às vacinas contra a covid-19.

O México, que acumula 294.000 mortes provocadas pela covid-19 e 3,9 milhões de infeções, não impôs confinamentos obrigatórios nem fechou as fronteiras durante toda a pandemia.

O país atravessa uma descida de contágios há 17 semanas, o que significa que ultrapassou a terceira vaga da pandemia.

Dos 126 milhões de habitantes, 76,6 milhões de pessoas com idade superior a 18 anos têm pelo menos uma dose da vacina e 64,92 milhões completaram o esquema de vacinação.

Além disso, o país está agora, pela primeira vez, a imunizar os adolescentes.

A covid-19 provocou pelo menos 5.197.718 mortos mortes em todo o mundo, entre mais de 260,81 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, foi recentemente detetada na África do Sul e, segundo a Organização Mundial da Saúde, o “elevado número de mutações” pode implicar uma maior infecciosidade.

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