Coimbra

Prejuízos em Tábua ultrapassam um milhão de euros

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O presidente da Câmara de Tábua estimou hoje que os prejuízos causados pelo mau tempo no concelho ultrapassem um milhão de euros (ME), com danos registados em coberturas de dois pavilhões e na praia fluvial da Ronqueira.

Os estragos registados entre a noite de terça-feira e hoje estão “acima de um milhão de euros, de certeza”, vincou hoje Ricardo Cruz, em declarações à agência Lusa.

Entre os danos, destacou os registados nas coberturas dos pavilhões Municipal de Desporto de Candosa e de Midões, em estradas, muros de suporte, sinalizações e estruturas.

“A plataforma da praia fluvial da Ronqueira, que apresentou bastantes danos, tendo em consideração a subida da água no rio Alva”, bem como “a estrutura dos passadiços do rio Cavalos, neste caso de Vale de Gaios”, são outros dos principais problemas.

De acordo com Ricardo Cruz, Tábua irá solicitar ao Governo, durante a reunião agendada para as 14:00 de hoje, “entre o ministro da Economia e a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra”, para que, “independentemente de o concelho não constar [nos municípios abrangidos pela situação de calamidade], seja também elegível para a afirmação dos prejuízos”.

Por volta das 11:30 de hoje, o edil garantiu que em todo aquele concelho do interior do distrito de Coimbra “está reposta a energia”, um problema que havia afetado Vila Nova de Oliveirinha e Ázere.

Quedas de árvores, “algum desabamento de terras” e inundações, nas zonas dos rios Alva e Cavalos, têm tomado a atenção dos serviços, além do dano num telhado da própria Câmara Municipal, que já foi reparado.

Pela mesma hora, não havia registo de feridos, nem desalojados.

Na quinta-feira, Ricardo Cruz afirmou à Lusa que os impactos da depressão Kristin em Tábua, “comparativamente com alguns concelhos”, não foi “tão grande, tão severo”.

“Ainda assim, tivemos aqui várias questões”, referiu na altura.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

Notícias do Centro | Lusa

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