As pessoas que foram sendo retiradas desde a noite de terça-feira de zonas de risco de cheia no concelho de Coimbra estarão impossibilitadas de regressar a casa pelo menos até quinta-feira, afirmou hoje fonte da Proteção Civil regional.
“Vão ter que estar fora [de casa] forçosamente, por uma questão de segurança. Só quando houver segurança é que poderão voltar. E nós ainda temos indicação de picos para amanhã [quinta-feira]”, disse à agência Lusa o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, Carlos Luís Tavares.
Segundo o responsável, o processo de retirada de pessoas de zonas de risco no concelho de Coimbra ainda “está em curso”. Durante a noite, houve sobretudo uma preocupação em retirar as pessoas “com pouca mobilidade”.
“Agora, as restantes pessoas é mais fácil retirar e vão saindo aos poucos, e os avisos estão a ser feitos”, esclareceu Carlos Luís Tavares, referindo que a Proteção Civil, em conjunto com o município, tem gerido esse processo.
Os locais de acolhimento de Coimbra previamente definidos receberam 160 pessoas durante a noite, que tinham sido retiradas de zonas de risco, revelou hoje fonte do município.
Às 04:30 de hoje, a escola de Taveiro tinha recebido 22 pessoas, a escola Inês de Castro 43 e o pavilhão Mário Mexia 95 idosos, disse à agência Lusa fonte oficial da Câmara de Coimbra.
Face ao risco de as margens do Mondego colapsarem, a Câmara de Coimbra decidiu na noite de terça-feira avançar com uma retirada preventiva em várias zonas do concelho, que abrange entre 2.800 a 3.000 pessoas, afirmou, na altura, a presidente do município, Ana Abrunhosa.
O risco de inundações numa parte do concelho levou ao encerramento hoje de todas as escolas das freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila, assim como o Portugal dos Pequenitos.
Segundo Ana Abrunhosa, seriam retiradas pessoas de localidades da zona ribeirinha de Torres do Mondego e Ceira (zona de concentração: Casa do Povo de Ceira), da zona de São Martinho do Bispo (Escola Inês de Castro) e Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila (Escola de Taveiro).










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