O presidente da Câmara de Penela disse hoje que a maior preocupação no concelho são as derrocadas, com desabamento de taludes e estradas em risco de colapso, verificando-se “graves fissuras” no antigo IC3.
“A preocupação são principalmente as derrocadas, porque os terrenos estão muito saturados, com excesso de água, o que está a provocar vários desabamentos de taludes. Há plataformas de estradas que estão a fissurar e que, depois de fissurarem, a água vai-se entranhando e vai levando a plataforma da estrada e as estradas estão em risco de colapsar”, afirmou Eduardo Nogueira dos Santos.
Segundo o autarca, a Estrada Nacional 347 colapsou na semana passada e, agora, o antigo Itinerário Complementar (IC) 3, junto aos bombeiros de Penela, “está com graves fissuras”.
“Estamos a monitorizar e o IP [Infraestruturas de Portugal] também está a monitorizar, mas, entretanto, há poucas horas, pedi à IP que viesse fechar a estrada, porque acreditamos que há o perigo de haver um problema maior”, salientou o autarca, na tarde de hoje.
O caudal do rio Dueça continua a subir, havendo casas em leito de cheia que estão “em risco potencial”, referiu Eduardo Nogueira dos Santos, acrescentando que há já uma estrada intransitável no Rabaçal.
Segundo o autarca, a situação é “relativamente preocupante”, já que muitas das casas “estão habituadas, nos invernos mais rigorosos, a ter alguns problemas”.
“Se continuar com este nível de pluviosidade e se o [rio] Mondego continuar a encher, o que pode acontecer é as águas andarem para trás e aí é mais preocupante”, perspetivou.
Devido à subida da Ribeira da Sabugueira e do rio Dueça, estão interditas as estradas de acesso à Carregã – São Simão, e ao Dueça – IC3, assim como a Estrada Venda das Figueiras – São Paulo e a Estrada Fartosa – Rabaçal, de acordo com a informação que foi divulgada hoje pela autarquia.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.












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