A Assembleia Municipal de Penela, no distrito de Coimbra, aprovou por unanimidade uma moção através da qual se exige a integração do concelho no Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), informou hoje a Câmara.
O documento, apresentado pelo presidente da Câmara de Penela, Eduardo Nogueira dos Santos, foi aprovado na reunião realizada na segunda-feira.
Já tinha tido também aprovação, por unanimidade, do executivo municipal, segundo uma nota de imprensa enviada à agência Lusa.
A moção surge numa altura em que o Governo mandatou a Metro Mondego para avançar com os estudos de expansão do SMM aos concelhos de Condeixa-a-Nova, Cantanhede e Mealhada.
De acordo com o município, a eventual futura linha de Condeixa-a-Nova ficará colada ao limite norte do concelho de Penela, sendo que “este é o ‘timing’ ideal e uma oportunidade única para o território”.
“O objetivo passa por garantir uma ligação moderna e competitiva a Coimbra, seja através da extensão direta da infraestrutura ou por soluções rodoviárias complementares integradas”, lê-se no comunicado.
Com esta tomada de posição, Penela pretende responder a desafios estruturais do concelho, como a fixação de população e o acesso facilitado ao emprego, ensino superior e serviços de saúde em Coimbra.
Através da moção destacou-se ainda a importância daquela ligação para dar resposta às necessidades do tecido empresarial e de equipamentos como o HIESE (Habitat de Inovação Empresarial nos Sectores Estratégicos), “que poderiam ver reforçada a sua centralidade e proximidade a Coimbra”.
O Município de Penela “recusa ficar à margem da futura rede metropolitana”, que funciona atualmente em Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, e “exige ser ouvido nos trabalhos técnicos em curso”.
A autarquia propõe que seja assegurada uma cobertura alargada, com “paragens estratégicas” em Podentes, na vila e na Zona Industrial de Penela, no Espinhal e na Cumeeira.
A moção será enviada ao primeiro-ministro, ao ministro das Infraestruturas e Habitação, à secretária de Estado da Mobilidade, à Metro Mondego, bem como à Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e aos grupos parlamentares da Assembleia da República, “para que a ligação seja formalmente incluída nos estudos em curso”.











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