Leiria

Parte substancial dos povoamentos florestais da Mata Nacional de Leiria foi derrubada

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 Parte substancial dos povoamentos florestais da Mata Nacional de Leiria foi parcial ou totalmente derrubada devido à depressão Kristin, revelou hoje à agência Lusa o Instituto da Conservação da Natureza e das Floresta (ICNF).

“A passagem da depressão Kristin levou a que uma parte substancial dos povoamentos florestais da Mata Nacional de Leiria tenha sido parcial ou totalmente derrubada, com danos igualmente em infraestruturas de apoio à gestão”, referiu o ICNF em resposta a um pedido de informação da agência Lusa.

Segundo o ICNF, “atendendo à dimensão dos danos, e às dificuldades de deslocação e de comunicação ainda prevalecentes na região de Leiria e limítrofes, só será possível ter uma contabilização concreta dos estragos quando toda a área afetada estiver acessível”.

O ICNF adiantou que, por todo o país, “acionou de imediato os seus operacionais para o apoio às populações na sua área de atribuições e em articulação com as autoridades de proteção civil”, explicando que “a prioridade tem sido o apoio às famílias residentes em terrenos sob sua gestão, a desobstrução de vias florestais de comunicação e as demais ações de estabilização de emergência pós-catástrofe”.

Desde a manhã de quarta-feira “foram já acionados perto de 300 operacionais, 63 veículos e 10 máquinas pesadas nas regiões mais afetadas (Centro e de Lisboa e Vale do Tejo)”, dados que estão em permanente atualização, ressalvou o Instituto.

“Nestes operacionais incluem-se bombeiros sapadores florestais, sapadores florestais, agentes do Corpo Nacional de Agentes Florestais e operadores de máquinas, enquadrados por técnicos destas estruturas”.

Além da intervenção nas áreas sob sua gestão, o ICNF “tem empenhados operacionais noutras áreas e concelhos, um pouco por todo o continente, a pedido das autoridades de Proteção Civil”.

A Mata Nacional de Leiria, que ocupa dois terços do concelho da Marinha Grande, tem 11.021 hectares.

Nos incêndios de outubro de 2017, 86% da sua área ardeu, de acordo com o ‘site’ https://mnleiria.icnf.pt/. Já a tempestade Leslie, um ano depois, afetou 1.137 hectares desta mata.

O Pinhal de Leiria ou Pinhal do Rei, como também é designado, é propriedade do Estado.

De acordo com informação do mesmo ‘site’, “a origem deste pinhal remonta a datas anteriores ao reinado de D. Dinis (1279-1325), mas foi com este monarca que foram feitas as grandes sementeiras com pinheiro-bravo, que o considerou como Mata da Coroa, estabelecendo as primeiras regras com vista à sua administração, dando-lhe, para este efeito, um primeiro regimento”.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas.

Notícias do Centro | Lusa

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