A Câmara Municipal de Oleiros, no distrito de Castelo Branco, decidiu cancelar o Festival do Cabrito Estonado e Vinho Callum, em consequência do mau tempo que afetou a região.
“Face a esta decisão [cancelamento do festival] não haverá as habituais atividades de animação no Multiusos das Devesas Altas. Assim, nas datas previstas [27 a 29 de março], só haverá cabrito estonado a ser servido nos restaurantes aderentes”, informou, em comunicado, o município de Oleiros.
Esta decisão foi tomada em reunião do executivo municipal, em consequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta pelo concelho de Oleiros.
Segundo o presidente da Câmara de Oleiros, Miguel Marques, a decisão de servir apenas o cabrito estonado nos restaurantes aderentes “pretende apoiar os comerciantes e restaurantes locais, contribuindo para a dinamização económica da região e minimizando os impactos negativos decorrentes das recentes intempéries”.
O autarca salientou ainda que, brevemente, será divulgada a lista oficial de restaurantes aderentes, permitindo que os interessados façam a reserva com antecedência e programem a sua visita a Oleiros, para degustar esta iguaria gastronómica.
O Festival do Cabrito Estonado e do Vinho Callum é um dos principais eventos promovidos anualmente pela Câmara Municipal de Oleiros.
O cabrito estonado, uma iguaria do concelho, é assado em forno de lenha, com a pele, o qual é “estonado” (remove-se o pelo que está à tona) e não esfolado.
É servido preferencialmente com um vinho local (o Callum) proveniente de uma casta autóctone de Oleiros.
Trata-se de um vinho branco, muito ligeiro e de baixo teor alcoólico, assemelhando-se ao vinho verde, com notas cítricas e florais, acidez equilibrada e persistente.
O município de Oleiros pediu a compreensão de todos face a este cancelamento e deixou um apelo à comunidade e aos visitantes para que apoiem a economia local.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.












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