A Associação Empresarial do Concelho de Pombal (AECP) denuncia a grave situação que se vive nas aldeias do concelho após a tempestade Kristin.
Passados vários dias desde o evento, muitas empresas continuam sem eletricidade e sem comunicações, o que coloca em risco o funcionamento e até o encerramento definitivo de unidades produtivas, além de ameaçar centenas de postos de trabalho.
A falta de energia tem deixado as empresas da região paralisadas, com a produção interrompida, o que resultou no incumprimento de contratos e na quebra total de faturação, especialmente em setores que dependem da cadeia de frio e de maquinaria pesada.
Além disso, cresce o risco de despedimentos coletivos, com muitos empresários a alertarem que, sem apoio e sem energia, não conseguirão retomar a atividade.
O Presidente da AECP, Horácio Mota, criticou a resposta das autoridades como insuficiente e afirmou que, apesar de já terem passado 14 dias, a situação continua a piorar. Segundo Mota, as únicas entidades que têm demonstrado empenho são os autarcas locais, enquanto a E-Redes e o poder político não têm dado a resposta necessária.
“Estamos a viver uma catástrofe económica silenciosa. Pombal foi esquecido. Nem o poder político, nem a E-Redes estão a fazer o suficiente para restabelecer a normalidade. Não podemos aceitar que o interior do concelho seja tratado como uma zona de segunda classe, enquanto as famílias perdem o seu sustento”, afirmou.
A AECP exige com urgência o restabelecimento imediato da rede elétrica em todas as aldeias do concelho, esclarecimentos públicos da E-Redes sobre o cronograma real de intervenção e ação imediata do Governo para ajudar na reposição da normalidade.
“A AECP não ficará em silêncio enquanto o esforço de gerações de empresários for destruído pela inação das autoridades”, afirmou o Presidente da associação.













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