Coimbra

Mau tempo: Soure com prejuízos de 25 milhões de euros

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O Município de Soure contabilizou 25 milhões de euros de prejuízos na sequência do mau tempo, disse à agência Lusa o seu presidente, que alertou para a necessidade da recuperação da rede viária.

“São 25 milhões de euros [de prejuízos]. Metade é estradas e vias, incluindo os taludes e, depois, mais ou menos, 11 milhões em equipamentos municipais e o resto é nas outras infraestruturas”, afirmou Rui Fernandes.

Entre os equipamentos afetados pelo mau tempo incluem-se escolas, parques, o Arquivo Municipal e extensões de saúde, mas é o Pavilhão Multiusos que sofreu mais danos.

“Está irremediavelmente perdido, embora se investíssemos mais ou menos meio milhão de euros podia, pelo menos, refazer a cobertura e tornar a usá-lo, mas não vou fazer, porque os danos são de tal maneira que o equipamento tem mesmo de ser todo restruturado”, observou.

Para Rui Fernandes, a grande preocupação é com a rede viária, esperando-se que o trabalho de reparação “não demore muito, porque isso vai ter um efeito significativo” na economia local, mas também pelo risco de incêndios florestais.

“Temos de nos preparar para o verão, já que vamos ter um verão difícil. Temos muita madeira no chão”, observou.

Rui Fernandes adiantou que a autarquia já se reuniu com as juntas de freguesia e “está a pôr esse dispositivo de pé”, sublinhando que é necessário “começar a assumir trabalhos de abrir caminhos florestais, tirar uma parte da massa combustível que aumentou”.

“Se não fizermos o nosso trabalho de casa nestes três meses que nos sobram, vamos ficar conhecidos pelos incêndios e isso é o pior que nos podia acontecer”, disse.

Sobre a recuperação das vias, o autarca referiu que são trabalhos que a Câmara tem de assumir, mas alertou que a sua “tesouraria tem limites”, exemplificando com duas das três reparações que já foram realizadas e que custaram “mais de meio milhão de euros”.

“São grandes constrangimentos para Câmaras pequenas como a minha. Fizemos isto só com a tesouraria que temos, é completamente impossível. É muito importante que estes apoios cheguem de forma atempada”, rematou.

Dezanove pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

Notícias do Centro | Lusa

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