Leiria

Mau tempo: Figueiró dos Vinhos com energia em apenas 10% do concelho

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A colocação de geradores no concelho de Figueiró dos Vinhos, no interior do distrito de Leiria, evitou falhas no abastecimento de água e possibilitou o abastecimento de energia elétrica em 10% do seu território.

O vice-presidente da autarquia, Albino Coelho, disse hoje à tarde à agência Lusa que parte da vila começou a ser abastecida de energia ao final de quinta-feira, após a colocação de três geradores da E-Redes.

Segundo o autarca, outros dois geradores foram disponibilizados na quinta-feira pela empresa de abastecimento de energia elétrica para usar na bombagem de água para os reservatórios e evitar as falhas no sistema público.

Já hoje, a E-Redes colocou mais um gerador para o serviço de abastecimento de água e está, segundo o autarca, a instalar um gerador em cada uma das quatro sedes de freguesia para as necessidades mais prementes da população.

“A nossa previsão é que entrem em funcionamento no sábado”, disse o vice-presidente Albino Coelho, referindo que o município também aguarda outro gerador para alimentar o posto de transformação do Tribunal, que abastece o edifício dos Paços do Concelho, que continua privado de energia.

A Câmara também conseguiu dois geradores que afetou às instituições de saúde e solidariedade social da vila de Figueiró dos Vinhos.

No centro da vila, o tecido comercial reabriu hoje à tarde, de forma muito ténue, com a chegada da energia elétrica, depois de dois dias e meio de ausência.

Na rua Dr. Manuel Simões Barreiro, a principal rua da vila, próximo do edifício dos Paços do Concelho, a energia só chegou hoje à tarde e alguns estabelecimentos abriram a porta, ainda que “a meio-gás”.

“Estivemos quase três dias fechados e os prejuízos são enormes, porque esta casa, felizmente, fatura muito bem”, disse à agência Lusa Ana Paula Martins, proprietária do café-restaurante Casa dos Leitões.

Além do período de encerramento, sem faturar, os proprietários do estabelecimento foram obrigados a deitar no lixo muito produtos alimentares que estavam nas arcas frigoríficas.

A Mercearia da Vila, na mesma rua, esteve todo o dia aberta, mas de manhã teve de recorrer a um gerador, segundo a funcionária Kelly Martins.

Mesmo sem eletricidade, na tarde de quinta-feira, o pequeno supermercado atendeu alguns clientes.

“As pessoas procuraram, sobretudo, coisas específicas, como os enlatados, massas e arroz, e muita fruta”, adiantou a jovem funcionária.

E o Mercado Municipal de sábado “estará aberto ao público no horário normal de funcionamento, como forma de apoio à população no acesso aos bens de primeira necessidade”.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

Notícias do Centro | Lusa

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