A Cáritas apoiou oito famílias em Castelo Branco e “muitas pessoas sem casas” na Sertã, zonas onde ocorreram “casos complicados”, na sequência da tempestade Kristin, disse hoje à agência Lusa um responsável da instituição.
O presidente da Cáritas Diocesana Portalegre-Castelo Branco, Nuno Brito, indicou que foi necessário apoiar oito famílias em Castelo Branco, tendo as mesmas sido realojadas em casas de acolhimento do município.
A Cáritas equipou as habitações com móveis, eletrodomésticos e bens de primeira necessidade, precisou o mesmo responsável, indicando que foi preciso também dar respostas noutras zonas, como Proença-a-Nova, Vila de Rei e Cernache do Bonjardim.
Nuno Brito realçou que foi também “particularmente difícil” a situação vivida na Sertã, no distrito de Castelo Branco: “Há muitas pessoas sem casas. Estão alojadas no Pavilhão dos Escuteiros e a Cáritas deu resposta com bens de primeira necessidade e roupas”.
Após esta situação, estando as “preocupações da diocese resolvidas ou encaminhadas”, Nuno Brito indicou que o foco segue agora no sentido do apoio à rede da Cáritas.
Nesse sentido, a Cáritas de Portalgre-Castelo Branco tem em curso uma campanha, na sua sede, até quinta-feira, que apela à doação de produtos de higiene pessoal e de limpeza, leite, fraldas e toalhetes para as crianças.
Estes produtos vão ser, depois, entregues na sexta-feira na Diocese de Leiria-Fátima, segundo Nuno Brito.
“Entretanto, vamos ter hoje à tarde uma reunião com todas as Cáritas e, depois, Leiria, vai fazer o ponto da situação e vai dizer quais os bens de que mais necessitam nesta altura”, acrescentou.
Nuno Brito sublinhou ainda que a Cáritas está no terreno a fazer “assistência útil de proximidade”, estando os respetivos párocos, equipas de ação social e grupos paroquiais organizados a participar nesta missão de apoio às famílias afetadas.
“Esta é a nossa função, é a nossa missão. A nossa missão é ajudar e assistir todos aqueles que precisam de ajuda”, frisou.
Um total de 10 pessoas morreu desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.













Comentários