Castelo Branco

Mau tempo: Câmara da Sertã apela a meios humanos e técnicos por parte do Governo

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O presidente da Câmara da Sertã, Carlos Miranda, apelou à mobilização de meios humanos e técnicos por parte do Governo, face à elevada destruição no terreno, que ultrapassa os 20/30 milhões de euros em prejuízos.

Contactado pela Lusa, Calos Miranda, começou por explicar que “o Governo tem que mobilizar todos os meios para dar apoio”.

“Não precisamos de alimentos porque não há quebra nas cadeias de abastecimentos, precisamos é de meios humanos e técnicos no terreno para nos ajudar”, afirmou o autarca.

Embora seja difícil precisar neste momento o balanço total de prejuízos, Carlos Miranda não tem dúvidas de que estes ultrapassam os 20/30 milhões de euros.

Para o autarca, “agora, a principal preocupação tem sido a rede elétrica, porque está a ser reconstruída a uma velocidade muito lenta”, sublinhando o “excelente trabalho feito pelas equipas da E-Redes”.

Calos Miranda explicou que “o grau de destruição é imenso e não é possível para essas equipas fazerem todo o trabalho num prazo que seja razoável para as pessoas”.

“A situação é muito precária e a este ritmo vamos demorar semanas ou meses a restabelecer a normalidade”, afirmou o autarca.

No dia 01 de fevereiro a Câmara Municipal informou que no concelho da Sertã (distrito de Castelo Branco) havia 7.000 clientes sem energia elétrica.

Neste sentido, Carlos Miranda considerou ser necessária uma mobilização de meios técnicos e humanos nacionais e internacionais para dar apoio à E-Redes no terreno.

Por parte do Governo, o autarca disse “não ver nenhuma vontade ou nenhuma decisão de convocar outros meios para apoiar a E-Redes”.

Ainda assim, “os acessos a aldeias e casas isoladas estão praticamente resolvidos”, referiu o autarca, explicando que o restabelecimento foi muito complicado devido à dispersão territorial, com cerca de 300 lugares.

No conselho de Sertã permanecem 35 pessoas desalojadas.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.

Notícias do Centro | Lusa

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