São Paulo, a cidade mais populosa do Brasil, anunciou hoje o cancelamento da tradicional festa de Ano Novo devido à crescente preocupação com a variante Ómicron do coronavírus no país, que já tem pelo menos três casos detetados.
Conforme explicou o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que está em Nova Iorque em negócios, a medida segue a orientação da comissão científica criada para o combate ao novo coronavírus, que apontou a necessidade de cautela diante da situação epidemiológica da cidade.
“O que pesou muito foi a questão da nova variante Ómicron. Lembro que, quando a variante Delta foi apresentada, a cidade de São Paulo saiu na frente e impôs barreiras sanitárias” que minimizaram seus impactos, disse Nunes, numa conferência de imprensa.
O prefeito da câmara de São Paulo ressaltou que a cidade tem indicadores positivos de desaceleração da pandemia de covid-19 e que nada de grave aconteceu, mas que o cenário exige cautela e monitorização.
“É importante ressaltar que [o cancelamento] não é porque algo grave foi detetado, mas é preciso fazer um monitoramento e o prazo seria muito curto”, completou.
A maior cidade do Brasil e da América do Sul, com cerca de 12 milhões de habitantes, junta-se assim a pelo menos mais 15 das 27 capitais brasileiras que cancelaram suas festas de fim de ano para evitar uma nova vaga da pandemia de covid-19.
Esta semana, autoridades sanitárias identificaram os três primeiros casos no Brasil da estirpe Ómicron do vírus SARS-CoV-2, causador da covid-19.
Além do cancelamento da tradicional festa de ‘Réveillon’, que costuma reunir cerca de dois milhões de pessoas na icónica Avenida Paulista, o governador do estado de São Paulo, João Doria, anunciou a manutenção do uso de máscaras, cujo obrigatoriedade em locais abertos seria suspensa em 11 de dezembro.
A medida também atende às recomendações do comité científico criado no ano passado para acompanhar a evolução da pandemia no estado e auxiliar na tomada de decisões.
“Todos os números mostram que a pandemia está diminuindo em São Paulo, mas vamos optar pela cautela. Nosso maior compromisso é com a saúde da população”, disse Dória, nas redes sociais.
Com cerca de 213 milhões de habitantes, 615 mil mortos e 22 milhões de infetados, o Brasil é em termos absolutos o segundo país do mundo mais afetado pelo covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos.
Porém, graças à aceleração da taxa de vacinação no país, onde 66% da população já tem o calendário completo, a crise de saúde tem apresentado uma tendência de queda significativa desde junho passado.
A covid-19 provocou pelo menos 5.223.072 mortes em todo o mundo, entre mais de 262,93 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.
A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.
Uma nova variante, a Ómicron, foi recentemente detetada na África do Sul, tendo sido identificados, até ao momento, 19 casos em Portugal.










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