Coimbra

Luna Fest traz artistas de 4 continentes a Coimbra

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O Luna Fest apresenta sete novos nomes para a sua edição de 2025, a terceira do Festival, que se realiza na Praça da Canção, em Coimbra, entre 31 de julho e 2 de agosto.

Certo dia, alguém se lembrou de proclamar alto e bom som: “Coimbra é a capital do rock!” A veracidade desta afirmação é passível de discussão, mas as reverberações que esta frase deixou são impossíveis de ignorar. O Luna Fest é um eco deste grito de revolta. Porque o rock é isso mesmo: inquietação, rebeldia, insubmissão. O Luna Fest desafia as probabilidades e insiste em se estabelecer como evento regular de celebração deste género que persiste em se manter vivo e a reinventar-se. E o cartaz da edição de 2025 é um reflexo da vitalidade do rock, da sua capacidade em dialogar e fundir-se com outros géneros, e ser a linguagem comum a várias gerações e tribos.

Do Reino Unido chegam os Heavy Lungs, uma banda formada em Bristol em 2017. Assente no post-punk, é uma banda que tem uma grande identificação com os Idles (da mesma cidade), tendo dedicado a canção “Blood Brother” ao seu vocalista. Da parte dos Idles, estes lançaram o tema “Danny Nedelko”, nome do vocalista dos Heavy Lungs. O quarteto lançou, em 2023, o seu priméiro álbum de estúdio, intitulado “All Gas no Brakes”. A estreia em Portugal aconteceu no final de 2024, com concertos no Porto e em Lisboa.

Também com sonoridades punk, sobe ao palco a norte-americana Kate Clover. Natural de Los Angeles, a californiana que lançou, em 2024, o álbum “The Apocalypse Dream”, sempre se inspirou na cidade que a viu nascer. Tendo como influências Patti Smith e Iggy Pop, Kate Clover é vista como a nova Debbie Harry. 

Os históricos Putilatex são uma banda espanhola de Albacete que tem mais de 20 anos de carreira. O duo destacou-se em 2003 com o seu maior sucesso, “Mira una Moderna”. Desde aí têm-se evidenciado como uma das grandes embaixadoras do punk e do eletroclash em Espanha, com letras provocadoras, de protesto e humorísticas.

Também de Espanha, os Sistema de Entretenimiento misturam sintetizadores e bases eletrónicas com “riffs” de guitarra, juntando um ambiente punk, uma atitude arrojada e um toque de nostalgia dos animes dos anos 80. O trio de Valencia lançou, em 2020, o seu álbum homónimo.

De África chegam as percussões de Arsenal Mikebe feat. HHY. Trata-se de um trio oriundo do Uganda que junta as batidas com vozes soul e trance. Arsenal Mikebe foi fundado por Jonathan Uliel Saldanha (HHY, um francês radicado no Porto) e é composto pelos percussionistas Ssentongo Moses, Dratele Epiphany e Luyambi Vincent de Paul. 

Virando para o Ska, o palco do Luna Fest terá os brasileiros Asfixia Social. A banda lançou, em 2024, o seu primeiro álbum maioritariamente em inglês e têm sido presença habitual em festivais europeus. Para 2025, já têm confirmada a presença no Rebellion Festival, em Blackpool, no Reino Unido.

Os franceses La Boum Brute trazem a Coimbra os ritmos do synth-punk. “Uma mistura de bola de discoteca, poesia francesa, vozes raivosas, sintetizadores melódicos afiados e guitarras estridentes sobre um fundo de drum machine minimalista”, como o duo se define. O primeiro EP, “Tapage Nocturne”, foi lançado em maio de 2024.

Estas sete novas confirmações juntam-se aos portugueses Táxi, Mão Morta, MARTA REN, Maquina, Aggressive Girls e The Pages, aos espanhóis Biznaga, ao belga Landrose, aos britânicos 999 e às norte-americanas The Darts no cartaz do Luna Fest 2025.

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