Castelo Branco

Livro aprofunda a figura e o papel do Cardeal da Mota no reinado de D. João V

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O livro ‘O Primeiro-Ministro de D. João V’, da autoria de José Barata de Castilho, foi apresentado no dia 6 de dezembro, numa sessão que teve lugar no Auditório da Biblioteca Municipal António Salvado, em Castelo Branco.

O evento, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco, reuniu leitores, estudiosos e amantes da história, num momento de partilha e reflexão sobre a figura do Cardeal da Mota (D. João da Mota e Silva) e o período histórico em que viveu.

O rei D. João V promoveu a elevação a Cardeal do sacerdote D. João da Mota e Silva, em 1726. Dez anos depois, Cardeal da Mota passou a exercer o cargo de primeiro-ministro. Leopoldo Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal, participou na apresentação, tendo destacado a importância de iniciativas culturais que promovem o conhecimento histórico e contribuem para o enriquecimento intelectual da comunidade.

O Autarca reforçou o compromisso do Município com a promoção e divulgação da atividade literária e sublinhou, ainda, o papel das bibliotecas municipais na divulgação da produção literária e na valorização dos autores locais, regionais e nacionais.

António Candeias, professor catedrático da Universidade de Évora, foi o responsável pela apresentação da obra. Na sua intervenção, salientou a relevância histórica do livro, com “um notável trabalho de investigação” que aprofunda a figura e o papel importante de Cardeal da Mota no reinado de D. João V, “praticamente ausente na historiografia tradicional e nos manuais escolares, sem o justo e merecido reconhecimento”.

O livro oferece uma perspetiva rigorosa, fundamentada e pluridisciplinar, referindo aspetos da vida eclesiástica, do percurso político, da doença e do testamento de Cardeal da Mota, através de uma investigação genealógica e do trabalho de análise feito no Laboratório Hercules (Herança Cultural, Estudos e Salvaguarda) da Universidade de Évora, que provou a autenticidade de um quadro do século XVIII.

É a partir desse retrato que José Barata de Castilho abre as portas de um passado negligenciado e realiza uma narrativa que devolve vida, rosto e contexto a um dos homens mais influentes do século XVIII português.
Durante a apresentação, o autor – professor catedrático, pintor, escritor, genealogista, economista e Administrador da Cooperativa Cultural Pinacoteca – explicou aspetos mais relevantes do retrato e do seu restauro, de acordo com a investigação feita em Espanha e em Portugal.

Este único retrato conhecido do Cardeal da Mota é o símbolo de um projeto político, cultural e administrativo que lançou a modernização do Estado português, herdada pelo Marquês de Pombal. Atualmente, a obra pertence à Cooperativa Cultural Pinacoteca, em Castelo Branco, local de nascimento do Cardeal.

Notícias do Centro | Lusa

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