Leiria

Hospital de Leiria e centros de saúde com danos

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O hospital de Leiria e centros de saúde registam danos devido ao mau tempo, divulgou hoje a Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria, que apela à população para recorrer às urgências apenas em extrema necessidade.

Numa informação enviada à agência Lusa, a ULS refere que o funcionamento do Hospital de Santo André, em Leiria, foi afetado pela passagem da depressão Kristin, registando-se “danos nas infraestruturas, nomeadamente nas coberturas e em equipamentos aí localizados, incluindo equipamentos instalados ao abrigo” do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Houve também “danos significativos nos espaços verdes, com queda de árvores de grande porte, provocando danos em viaturas, constrangimentos nas vias de circulação interna e queda de estruturas de sinalética exterior”.

Acresce “falha no abastecimento de energia elétrica da rede pública, bem como nas comunicações, situação que ainda se mantém, estando o fornecimento energético assegurado através de geradores”.

Já as comunicações são garantidas “apenas através de rede interna, sem ligação institucional ao exterior”, esclarece a ULS.

Quanto aos edifícios dos centros de saúde, foram afetados, na sua maioria com danos estruturais, nomeadamente nas coberturas, e impacto na rede de abastecimento elétrico e nas comunicações.

“Apesar destes constrangimentos, as unidades mantêm-se em funcionamento, assegurando resposta a doença aguda, situações inadiáveis, atendimento a doentes respiratórios e cuidados domiciliários”, adianta.

De acordo com a ULS, “os centros de saúde com abastecimento elétrico restabelecido ou com recurso a gerador encontram-se a funcionar em pleno”. Os restantes funcionam dentro do período de luz solar disponível.

“Face ao aumento significativo da afluência ao Serviço de Urgência, nomeadamente de doentes com traumatismos, a ULS apela à população para que apenas recorra ao serviço de Urgência em situações de extrema necessidade”, exorta a ULS, referindo que o número de entradas de doentes com trauma, associadas à depressão, subiu para 232.

Quanto aos recursos críticos, a autonomia de combustível para alimentação dos geradores, estimada em cerca de três dias, teve reposição pela Proteção Civil e o abastecimento de água foi restabelecido.

“Mantém-se suspensa toda a atividade assistencial programada, estando a ULS focada exclusivamente na resposta assistencial à situação de emergência, em articulação permanente com a Direção Executiva do SNS [Serviço Nacional de Saúde] e da Proteção Civil”, acrescenta a ULS.

A área de influência da ULS da Região de Leiria corresponde aos concelhos de Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Ourém, Pombal e Porto de Mós. Compreende três hospitais (Leiria, Pombal e Alcobaça) e 10 centros de saúde.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas.

Notícias do Centro | Lusa

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