Um grupo de cidadãos que se opõe à instalação ou expansão de uma exploração pecuária na Mata Mourisca entregou 551 assinaturas junto das entidades competentes, reforçando a sua contestação ao projeto e apresentando ainda o parecer da Junta de Freguesia.
A iniciativa resulta da mobilização da comunidade local, que manifesta preocupações relacionadas com potenciais impactos ambientais, sociais e na qualidade de vida. Entre os principais receios apontados estão a preservação dos ecossistemas, a proteção dos recursos hídricos, a emissão de odores e o bem-estar das populações residentes. O grupo considera que o parecer da Junta de Freguesia vem reforçar muitas das inquietações já expressas pela população, sublinhando a necessidade de uma análise rigorosa e transparente de qualquer intervenção prevista para a zona.
“Esta entrega demonstra de forma clara que a população quer ser ouvida e não quer esta atividade naquele local”, refere a comissão contra a suinicultura.
Entre os pontos levantados está também a alegada existência da Ribeira das Castelhanas, uma linha de água que, segundo o grupo, não terá sido inicialmente considerada em alguns pareceres técnicos, apesar de existir fisicamente a cerca de 300 metros a jusante da exploração prevista. Os cidadãos defendem que, ainda que não esteja totalmente cadastrada até à nascente, a sua existência não pode ser ignorada, uma vez que fatores como o escoamento natural e a ligação hidrológica são determinantes em termos ambientais, alertando para riscos de contaminação associados a escorrência superficial e infiltração.
A exploração em causa prevê um efetivo aproximado de 1.800 suínos de engorda, com uma produção anual estimada entre 20.000 e 25.000 m³ de efluentes pecuários, o que, segundo os opositores, representa uma carga orgânica significativa com potencial impacto ambiental.
O grupo apela agora às entidades competentes para que tenham em consideração tanto o parecer da Junta de Freguesia como a posição expressa pela população no processo de decisão, defendendo que o projeto não deve avançar nos moldes atuais. Ainda assim, a comissão afirma manter-se disponível para o diálogo e para colaborar na procura de alternativas que respeitem o património natural e a qualidade de vida na Mata Mourisca e localidades limítrofes.











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