O gestor António Marques Baptista é o cabeça de lista do CDS-PP à Câmara de Espinho nas próximas eleições autárquicas e prometeu hoje “auditorias” para apurar o real estado financeiro e jurídico da estrutura municipal.
Sendo também presidente da concelhia do partido, o candidato quer apurar a real situação do concelho que, no distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, está desde 2023 no centro da chamada Operação Vórtex, que tem em julgamento arguidos de executivos camarários locais tanto do PS como do PSD.
“Espinho precisa de uma mudança e é fundamental começar por auditorias independentes”, declara o candidato do CDS à Lusa. “Só assim poderemos perceber com total transparência o verdadeiro estado da autarquia e saber, de facto, qual é o nosso ponto de partida para os próximos anos”, defende.
António Marques Baptista realça que serão as conclusões a retirar dessas perícias que decidirão o rumo de obras como o Estádio Municipal de Espinho, que aponta como “exemplo claro” da sua abordagem: “Todos reconhecemos a sua importância, mas só após a auditoria será possível avançar com responsabilidade, conhecendo a situação real e definindo um caminho sólido e sustentável para a conclusão [do equipamento]”.
A segunda grande proposta do candidato do CDS é “devolver a dignidade ao espaço público” de Espinho, o que passará pela “implementação de um plano de emergência com medidas imediatas para melhorar a limpeza, a segurança e a manutenção” dessas áreas.
“Outra das prioridades diz respeito à defesa da nossa costa”, adianta António Marques Baptista. Como as várias intervenções “feitas ao longo de décadas no porto de Leixões tiveram impacto direto na frente marítima de Espinho”, o candidato considera essencial garantir que estejam “disponíveis e bem analisados todos os estudos e previsões de impacto sobre o atual alargamento do molhe Norte”.
Propondo-se “catapultar o concelho para um outro patamar”, o cabeça de lista do CDS inclui essas medidas num plano de visão estratégica “até 2050” e afirma que “o primeiro passo” nesse sentido será “a revisão profunda do Plano Diretor Municipal, permitindo criar novas centralidades e melhores condições de mobilidade, com a abertura de novas vias e ligações rápidas entre todas as freguesias”.
Mas, no território com cerca de 21,4 quilómetros quadrados e 33.000 habitantes, o líder dos populares quer ainda “recuperar a população perdida e inverter a tendência de crescimento negativo”, adotando para isso “medidas como habitação acessível e programas para atrair e fixar famílias e jovens”.
Com 35 anos de idades, António Marques Baptista é licenciado em Fisioterapia e pós-graduado em Direção de Empresas, tendo exercido a primeira dessas áreas na equipa masculina de voleibol do Sporting Clube de Espinho, por exemplo, e praticado a segunda como “sócio-gerente de empresas nas áreas da saúde e dos eventos”.
Já a nível político, começou como militante da Juventude Popular, após o que assumiu “vários cargos concelhios, distritais e nacionais” dentro dessa estrutura, chegando à respetiva vice-presidência da Comissão Política Nacional.
Além de António Marques Baptista pelo CDS-PP, às eleições do próximo dia 12 de outubro em Espinho também concorrem Ricardo Oliveira pelo Chega, Rita Ribeiro pelo BE, José Ilídio Sá pela IL, Pilar Gomes pela CDU, Luís Canelas pelo PS e ainda Maria Manuel Cruz como independente. Essa última é a atual presidente da Câmara, pelo PS, e chegou à liderança do executivo em 2023 na sequência da renúncia de Miguel Reis ao cargo devido à Operação Vórtex, mas desvinculou-se entretanto do partido por esse ter preferido como cabeça-de-lista o seu vereador Luís Canelas.
Quanto ao PSD, Jorge Ratola é o candidato confirmado pela estrutura distrital e nacional do partido e cuja lista foi submetida a tribunal, mas tem a decorrer no Tribunal Constitucional um processo de impugnação por iniciativa de Ricardo Sousa, que foi o nome votado por unanimidade na concelhia de Espinho e nessa contestação está acompanhado por mais de 110 militantes.
O executivo municipal de Espinho é atualmente composto por sete elementos: Maria Manuel Cruz, Leonor Lêdo Fonseca e Lurdes Rebelo, pelo PS; Luís Canelas, eleito pelo PS, mas agora sem pelouros, após a presidente lhe retirar a confiança política; e Lurdes Ganicho, João Passos e Hélder Rodrigues, pelo PSD.













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