Leiria

Festival Artes à Vila regressa à Batalha com prémios Play Tradicional

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 O festival Artes à Vila regressa à Batalha, no distrito de Leiria, de 11 a 13 de julho, com um programa que contempla a entrega da primeira edição dos prémios Play Tradicional e um concerto de Manel Cruz.

Criado em 2018 para dinamizar a Batalha com uma programação de artistas portugueses pensada para espaços do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, o Artes à Vila foi cancelado em 2024, tendo a organização justificado a decisão com a “redução significativa e abrupta do financiamento por parte da autarquia”.

Este ano, o festival retoma a atividade, com a sétima edição agendada para julho. A atuação de Manel Cruz, a associação à Audiogest para a entrega dos prémios Play Tradicional e o selo da UNESCO são novidades, avançou à agência Lusa o diretor, Eduardo Jordão.

“Tínhamos submetido uma candidatura e, um mês ou dois [após o cancelamento da edição de 2024] recebemos essa novidade de passar a fazer parte da rede clubes da UNESCO”, explicou.

A integração, justificada “pela diversidade e pelas propostas artísticas que o Artes à Vila tem vindo a fazer”, serviu de “incentivo e desafio extra” para retomar o festival.

Nesta edição, o festival “assume-se como palco da diversidade cultural, associando-se à comemoração dos 20 anos da Convenção da UNESCO sobre a Diversidade das Expressões Culturais”.

Espetáculos, exposições, oficinas, artes circenses e atividades paralelas, como uma mesa-redonda sobre “Empoderamento da criatividade e Património Mundial: Desafios e oportunidades” ou uma visita às reservas técnicas do Mosteiro da Batalha, são algumas das propostas para 2025.

Na música, estão anunciados concertos de Desidério Lázaro e Francisco Neves no Claustro Afonso V no dia 11 e de Manel Cruz no Claustro Real no dia 12. A restante programação será anunciada em breve.

No dia 13 de julho, também no Mosteiro da Batalha, o Artes à Vila acolhe a partir das 17:00 a entrega dos prémios da edição de estreia dos Play Tradicional.

A iniciativa é da Audiogest, que pretende “premiar e valorizar a música de raiz tradicional portuguesa”, avança a organização em comunicado.

A cerimónia contará com a atuação de Raia e José Barros Navegante e entregará os troféus relativos ao Melhor Álbum de Música Tradicional, Melhor Artista ou Grupo Tradicional, Melhor Álbum ou EP Instrumental e Melhor Reinterpretação da Música Tradicional a obras editadas entre 01 de janeiro e 31 de dezembro de 2024, que se inspirem nos géneros tradicionais portugueses, incluindo reinterpretações criativas e contemporâneas.

O diretor acredita que o ressurgimento fará o festival retomar o caminho de crescimento em que estava.

“O Artes à Vila é mais do que só música ou só o mosteiro. É toda uma comunidade que ainda tem muito para mostrar. Acredito que temos condições para fazer crescer o festival até outra dimensão e espero que, um dia, possamos ter dois ou três palcos espalhados pela vila, com muitos milhares de pessoas a vir à Batalha, com o festival como pretexto”.

O Artes à Vila tem entrada livre, com inscrição obrigatória através da ligação disponível ‘online’ em www.artesavila.pt.

Notícias do Centro | Lusa

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