Uma empresária da Marinha Grande apelou hoje para que o Exército realize patrulhas nas zonas industriais da região e garantiu que as empresas estão a ser saqueadas.
“Precisamos que o Exército nos venha ajudar a proteger as empresas, Marinha Grande, Vieira de Leiria, em Leiria, porque as empresas estão a começar a ser saqueadas”, disse à agência Lusa Maria Almeida, coproprietária de uma empresa de moldes na Marinha Grande.
A empresária apontou que uma das empresas no concelho da Marinha Grande já foi alvo de roubos de cablagem.
Face à falta de segurança, e num cenário em que “as empresas ficaram a céu aberto”, são os próprios proprietários que estão a fazer a vigilância dos pavilhões.
A passagem da depressão Kristin deixou danos na sua fábrica, arrancando o telhado.
Ainda assim, considerou que “houve a sorte de não chover”, o que permitiu que as máquinas pudessem ser tapadas – algo feito por “dezenas e dezenas de empresas” na região.
Apesar dos estragos controlados, continua o receio com a insegurança.
“Temos todos receio quando chega a noite”, concluiu.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.













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