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Duas dezenas de músicos juntos na nova Camerata de Cordas em Leiria

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Cerca de duas dezenas de músicos profissionais e alunos de música integram a Camerata de Cordas de Leiria, que nasce para dar novo impulso a violinos, violetas, violoncelos e contrabaixos na região.

O concerto de estreia do novo ensemble é na terça-feira, culminando uma ambição antiga, explicou à agência Lusa o violinista e diretor artístico da Camerata de Cordas de Leiria, Daniel Miguéis.

“Esta ideia tem vindo a ganhar forma nos últimos anos”, impulsionada por “um número considerável de jovens das cordas friccionadas formados nas escolas de música de Leiria”, a que se juntam intérpretes “que estão hoje a fazer o seu percurso profissional fora de portas”, mas que “mantêm sempre um desejo de voltar a ‘casa’, com uma alegria contagiante”.

Entre os músicos participantes constam alguns efetivos ou com presença regular em estruturas profissionais, como a Orquestra Clássica do Centro, a Filarmonia das Beiras, a OCCO – Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, a Orquestra do Norte ou a Orquestra Gulbenkian, outros que “colaboram com orquestras que têm uma atividade mais periódica” e “alguns a procurarem carreira enquanto solistas”.

“Com tanto potencial e com um nível bastante elevado, sentimos uma necessidade de reunirmos todo este talento e explorar um nicho que julgamos poderá ser mais potenciado e que tem público”, frisou Daniel Miguéis.

Com a criação da Camerata de Cordas de Leiria, pretende-se também motivar quem estuda esta família de instrumentos, “reunindo músicos profissionais com ligação à cidade e à região, e também alunos de música que pretendem seguir esta via profissional”, explicou o diretor artístico.

“Os instrumentos de cordas, essenciais para a construção de uma orquestra, tiveram sempre um espaço de ação mais reduzido e isso reflete-se na afluência das crianças e jovens nas escolas de música a estes instrumentos, sempre em menor número face a outras famílias – com ligeira exceção do violino – e, principalmente, na continuidade dos estudos musicais destes alunos durante o ensino secundário”, acrescentou Daniel Miguéis.

A Camerata de Cordas ambiciona, por isso, ser um elemento de continuidade, motivando quem está a aprender instrumentos de cordas friccionadas.

Ao mesmo tempo, a nova formação pretende contribuir para o enriquecimento da oferta cultural de Leiria e da região, território em que “a tradição musical sempre esteve ligada à música das bandas filarmónicas e também ao pop-rock”.

A nova formação planeia, no futuro, levar música às populações do interior, criar ou colaborar em programas de cariz social, desenvolver estratégias para fomentar o gosto musical entre jovens e crianças, e interpretar outras estéticas e linguagens, nomeadamente de autores portugueses, avançou.

A estreia da Camerata de Cordas de Leiria é na terça-feira, às 19:00, na Igreja Paroquial dos Pousos, onde será interpretado um programa com obras de Mozart, Warlock, Vivaldi, Bottesini, Bach, Caccini, R. Medeiros e Holst.

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