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Detida suspeita de sequestrar filhos para evitar serem vacinados em Espanha

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A mulher suspeita de sequestrar os filhos, para evitar que o ex-marido os vacinasse contra a covid-19, foi detida esta quarta-feira no sul de Espanha após entregar-se às autoridades, revelaram fontes judiciais à agência AFP.

A suspeita, de 46 anos, era procurada “por sequestro de menores” desde uma denúncia feita em 16 de dezembro, pelo ex-marido, que mora perto de Sevilha, na Andaluzia, explicou fonte judicial.

O ex-marido tinha denunciado que não tinha notícias sobre os seus dois filhos, de 12 e 14 anos, desde o início de novembro, e acusou a ex-mulher de os ter afastado para impedi-lo de vacina-los contra a covid-19.

Procurada desde então, a mulher apresentou-se perante a justiça na manhã desta quarta-feira, em Sevilha, na companhia dos seus dois filhos, acrescentou a mesma fonte.

O juiz encarregado pelo caso avisou de imediato da Guarda Civil espanhola, visto haver um mandado de captura, e a força policial “avisou o pai” dos dois adolescentes, explicou ainda.

Segundo um porta-voz da Guarda Civil, os dois menores, que não vão à escola desde o início de novembro, foram entregues ao pai ao início da tarde desta quarta-feira.

A mãe dos jovens está sob custódia policial a aguardar para ser presente perante as autoridades, adiantou ainda a fonte judicial.

A Espanha é um dos países europeus com uma maior taxa de vacinação e são poucos os debates contra a vacinação entre menores, visto que 90% dos maiores de 12 anos já receberam a vacina contra a covid-19.

A covid-19 provocou 5.456.207 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em diversos países.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 110 países, sendo dominante em Portugal.

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