A construção de um parque de estacionamento junto à estação do funicular de Viseu, que representa um investimento de 2,45 milhões de euros (com IVA), vai arrancar este mês, anunciou hoje o presidente da Câmara, João Azevedo.
“É uma obra muito importante para que Viseu tenha um novo espaço de estacionamento junto à zona histórica”, afirmou o autarca aos jornalistas.
Segundo João Azevedo, este era “um projeto que estava parado há muito tempo, há demasiado tempo”, tendo o problema ficado resolvido depois de o executivo eleito nas últimas autárquicas ter pedido uma reunião à empresa concessionária dos atuais e futuros lugares e parques de estacionamento do concelho, a Semovepark, e exigido que avançasse rapidamente com a obra.
“Tivemos oportunidade de reunir com a empresa que ganhou a concessão logo no primeiro mês de mandato e, neste momento, temos o compromisso de eles agarrarem o investimento na última semana de janeiro”, contou.
O edifício de três pisos (1, 0 e -1), que surgirá na Rua Silva Gaio, com o prolongamento da Estação do Funicular, terá 70 lugares de estacionamento (62 veículos ligeiros e oito velocípedes, ciclomotores ou motociclos) e um jardim contemplativo e de lazer na cobertura.
Três dos lugares ficarão destinados a pessoas com mobilidade condicionada e oito terão estações de carregamento elétrico. Os pisos 1 e 0 terão acesso pela Rua Silva Gaio e a circulação interior entre os três pisos será feita através de um elevador monta-carros.
O autarca socialista frisou que esta obra, a executar no espaço de um ano, “é muito importante para a organização da mobilidade e para a aproximação das pessoas à zona histórica da cidade”.
Questionado sobre o destino a dar ao funicular, admitiu que o executivo ainda não tem “um pensamento claro” sobre o assunto.
“É um investimento que nasceu num projeto do Polis e que, se calhar, não teve a consequência que todos achavam que devia ter. Vamos ter que avaliar”, referiu.
João Azevedo esteve reunido com o novo presidente da Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Dão, Manuel Pinheiro, que foi eleito na quinta-feira, tendo sido abordado o lançamento da Cidade do Vinho do Dão, na antiga sede da CVR.
Aos jornalistas, garantiu que há vontade de avançar com a Cidade do Vinho do Dão, uma vez que é um investimento “fundamental para a marca e para o território”, mas avisou que previamente têm de ser resolvidas várias questões.
O autarca explicou que, além de um projeto e de financiamento, é preciso resolver os problemas da “relação direta com a construção das novas USF (Unidades de Saúde Familiares)”, para as quais “ainda não está a solução encontrada por causa dos prazos do PRR”, dos sem abrigo que ocupam as instalações da antiga sede da CVR e do estacionamento e das acessibilidades.
“Está tudo muito entrelaçado. Há cinco temas para tratar, muito importantes para a cidade e para as pessoas”, frisou.













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