Coimbra

Chega questiona Governo sobre encerramento prolongado do porto da Figueira da Foz

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O grupo parlamentar do Chega questionou hoje o Governo sobre o “encerramento prolongado e recorrente do porto da Figueira da Foz”, e alertou para os impactos económicos, logísticos e ambientais de uma situação que considerou inaceitável.

Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, assinada pelos deputados Eliseu Neves, Paulo Seco e Francisco Gomes, o Chega observou que, apesar de “anos de investimentos públicos avultados em dragagens”, aquela infraestrutura portuária não consegue cumprir a sua função.

Num requerimento dirigido ao ministro das Infraestruturas e Habitação, os deputados do Chega alegaram que o porto da Figueira da Foz “continua incapaz de assegurar, de forma estável, a entrada e saída de navios com calados compatíveis com a atividade económica que dele depende”.

Através do documento, o Chega exigiu ao Governo “respostas claras sobre as razões técnicas, operacionais e administrativas que explicam o encerramento persistente do porto, a avaliação da eficácia das dragagens já realizadas, a ausência de medidas de contingência e o calendário concreto para repor a plena operacionalidade da infraestrutura”.

Os deputados apontaram “falhas graves de planeamento, execução e coordenação, levantando dúvidas sérias sobre a eficácia das soluções técnicas adotadas e sobre a responsabilidade política por investimentos que não produziram resultados duradouros”.

Esta realidade tem obrigado várias empresas, nomeadamente da indústria da celulose, a recorrer ao transporte rodoviário para suprir a falha da infraestrutura portuária”, sustentaram.

Citado na nota, o deputado Eliseu Neves, classificou como “inadmissível que, depois de milhões de euros gastos em dragagens, o porto continue fechado ou condicionado como se nada tivesse sido feito. Alguém tem de explicar por que razão o dinheiro público não resolveu o problema”.

Já Francisco Gomes, coordenador do partido na Comissão das Infraestruturas da Assembleia da República, sublinhou que o “desvio forçado” do transporte marítimo para o rodoviário “aumenta custos para as empresas, reduz competitividade, acelera o desgaste das estradas e agrava as emissões poluentes, em clara contradição com os objetivos de sustentabilidade e racionalidade logística frequentemente invocados pelo governo”.

“O governo fala de descarbonização, mas empurra as empresas para os camiões porque não consegue garantir um porto operacional. Isto é incoerência política e incompetência na gestão das infraestruturas”, adiantou.

O acesso ao porto da Figueira da Foz foi encerrado na manhã de segunda-feira, após um navio de carga ter, alegadamente, batido no fundo, danificando o leme e ficando à deriva, numa altura em que a barra permitia a entrada e saída de embarcações superiores a 35 metros.

Mais tarde, pelas 14:00, a barra foi fechada a toda a navegação, devido à agitação marítima, e assim permanece hoje.

Notícias do Centro | Lusa

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