Promover, valorizar e divulgar a Viola Beiroa em novos contextos musicais, bem como incentivar a criação de repertório contemporâneo inovador, são os principais objetivos do 1.º Concurso Internacional de Composição Musical Contemporânea para Viola Beiroa.
A iniciativa, aberta a compositores de qualquer nacionalidade e idade, pretende afirmar-se como uma oportunidade única para estimular a criação artística e reforçar a valorização do património musical associado a este instrumento tradicional.
O concurso foi oficialmente apresentado no passado dia 26 de março, no Auditório da Biblioteca Municipal António Salvado, numa sessão que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, do presidente da Associação Recreativa e Cultural Viola Beiroa, Miguel Carvalhinho, e ainda dos membros do júri Rui Dias e Enrique Muñoz, este último por videoconferência.
Na ocasião, Leopoldo Rodrigues destacou a importância da iniciativa, sublinhando que “este concurso valoriza a Viola Beiroa e aquilo que ela representa enquanto instrumento de divulgação da cultura e do nosso património”, enaltecendo também o trabalho desenvolvido pela associação na promoção cultural e na afirmação do concelho.
No âmbito do concurso, foi igualmente assinado um protocolo de apoio financeiro e logístico entre o Município e a Associação, prevendo a atribuição de um apoio de 9.000 euros para a organização e realização do evento.
Relativamente às condições de participação, cada candidato poderá submeter até duas obras originais e inéditas, destinadas a Viola Beiroa a solo ou acompanhada por um pequeno ensemble instrumental, até ao máximo de cinco instrumentos, podendo incluir música eletrónica. As composições deverão ter uma duração entre quatro e vinte minutos e não podem ter sido previamente premiadas ou publicadas.
O prazo de candidatura decorre até 31 de agosto, sendo os trabalhos enviados para a Divisão de Museus e Cultura, através do endereço eletrónico indicado pela organização. As propostas deverão ser apresentadas sob pseudónimo e incluir partitura em formato PDF, uma breve descrição da obra e um ficheiro de áudio.
As obras serão avaliadas por um júri composto por especialistas nas áreas da composição e performance musical, presidido por Miguel Carvalhinho, e que integra ainda Enrique Muñoz e Rui Dias.
O concurso prevê a atribuição de três prémios monetários: 2.000 euros para o primeiro classificado, 1.500 euros para o segundo e 1.000 euros para o terceiro, podendo ainda ser atribuídas menções honrosas, caso o júri assim o entenda.
O regulamento completo e todas as informações adicionais encontram-se disponíveis junto da organização.












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