Coimbra

Câmara de Coimbra quer repensar modelo de refeições escolares

0

 O vice-presidente da Câmara de Coimbra afirmou hoje que o município pretende aproveitar o fim do atual contrato público de refeições escolares para repensar “o modelo como um todo”.

Miguel Antunes, que tem a pasta da Educação, afirmou hoje em reunião do executivo que uma das primeiras conversas que teve com os serviços foi em torno das refeições escolares, e recordou que o atual contrato de fornecimento de refeições escolares termina no final deste ano letivo.

“Poderemos repensar o modelo como um todo”, disse o vice-presidente do município (coligação Avançar Coimbra – PS/Livre/PAN), que considerou que o fim desse contrato pode ser uma oportunidade para redefinir a forma como é assegurada a alimentação escolar.

Durante a sua intervenção, quando se discutia uma adenda a um contrato interadministrativo com a Junta de Freguesia de Brasfemes, Miguel Antunes apontou para aquela localidade, onde é assegurada a confeção local de refeições, como um exemplo.

Nesse mesmo ponto, o vereador eleito pela coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/IL/CDS-PP/Nós, Cidadãos!/PPM/Volt/MPT) João Francisco Campos alertou ainda para o desperdício alimentar nas refeições escolares.

Miguel Antunes salientou que o município não pode tolerar o desperdício e defendeu que é preciso “estudar os bons exemplos” e, eventualmente, assegurar uma responsabilização dos pais.

Esse combate ao desperdício, notou, poderá ter até impactos “no orçamento”.

Também a presidente da Câmara, Ana Abrunhosa, recordou que há situações em que metade das crianças inscritas para as refeições escolares vai depois “comer a outro lado”.

Para a autarca, é possível assumir ganhos de eficiência com o combate ao desperdício.

Também Ana Abrunhosa vincou a necessidade de rever o processo das refeições escolares, considerando que é importante “fomentar cadeias curtas” de produção e consumo, reconhecendo, porém, que em algumas escolas será difícil aplicar o mesmo modelo que funciona em Brasfemes.

No período antes da ordem do dia, o vereador da Iniciativa Liberal, Celso Monteiro, eleito pela coligação Juntos Somos Coimbra, propôs acabar com o horário de inverno para esplanadas (que só podem funcionar até à meia-noite nesse período), uma revisão do regulamento de ocupação do espaço público e a redução das taxas municipais em 50% para os comerciantes afetados pelas obras de construção do Sistema de Mobilidade do Mondego.

Na resposta, Miguel Antunes disse que irá analisar as propostas e que vê com “muito bons olhos” todas as transformações que permitam “agilização de regras e procedimentos” e contribuam para crescimento económico.

No entanto, não se comprometeu com alterações, sem conseguir perceber antes qual o impacto que terá em custos para o erário público ou a regulamentação que possa ser necessário alterar.

Notícias do Centro | Lusa

Coimbra recebe exposições de médicos no congresso nacional

Notícia anterior

Lewis Capaldi atua na Figueira da Foz em 2026. Saiba todos os pormenores!

Próxima notícia

Também pode gostar

Comentários

Comentários estão fechados

Mais em Coimbra