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Câmara de Aveiro cancela Carnaval da Ria

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 A Câmara de Aveiro cancelou o Carnaval da Ria, que estava agendado para sábado, por motivos de segurança, na sequência do mau tempo, informou hoje a autarquia.

Numa nota camarária, a autarquia esclarece que decidiu cancelar a programação de Carnaval prevista para aquele dia por não estarem reunidas as condições de segurança para a preparação e realização do evento.

Além das questões de segurança, a autarquia justifica o cancelamento com a “persistência do quadro climático adverso e ao especial momento que a região e o país atravessam – com estado de calamidade em vigor em Portugal continental” até domingo.

A decisão, segundo a mesma nota, foi tomada em consonância com informação da direção artística e técnica do evento, que contava já com mais de 300 participantes diretamente envolvidos entre associações, músicos, artistas, equipas técnicas e membros da comunidade.

Consciente das expectativas criadas e valorizando fortemente o envolvimento da comunidade neste projeto, a Câmara adianta que irá promover, em data a anunciar brevemente, uma performance nos canais da ria – desde o Cais da Fonte Nova até ao Rossio.

“Esta performance dará continuidade ao esforço coletivo de todos os que com grande empenho contribuíram para a construção deste evento”, conclui a mesma nota.

Organizado pela Câmara de Aveiro, com direção artística da Companhia Radar 360º e Paulo Zé Neto, encenação de António Oliveira e direção musical de Paulo Zé Neto, o evento contava com um orçamento de 130 mil euros.

O programa incluía um desfile náutico nos canais urbanos da Ria de Aveiro, com a participação de seis moliceiros, um baile comunitário no Rossio e uma Noite de Folia, no Mercado do Peixe, com animação assegurada por DJs.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Notícias do Centro | Lusa

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