Aveiro

Câmara de Albergaria-a-Velha lança projeto para proteger indústria dos fogos

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A Câmara de Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, lançou hoje o projeto “Indústrias Seguras, Comunidade Segura” que, através de um conjunto de medidas a implementar até 2030, visa reforçar a proteção das zonas industriais contra incêndios florestais.

A iniciativa municipal surge após sucessivos fogos em 2019, 2022 e 2024 que causaram prejuízos de milhões de euros e a destruição de várias unidades fabris.

A componente mais cara do projeto é a instalação de um sistema de aspersores de água, como os da rega, em volta da zona industrial, para humedecer o terreno e fazer baixar a temperatura à aproximação das chamas, mas a autarquia não tem capacidade para suportar sozinha esse custo.

“Vamos ver se se consegue obter financiamento através do PTRR [programa Portugal, Transformação, Recuperação e Resiliência]”, disse o presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha, Carlos Coelho, na apresentação do projeto, manifestando até o interesse em replicar esse modelo em torno das “aldeias seguras” na transição entre a zona urbana e serrana do concelho.

O plano hoje apresentado prevê o corte e a replantação de 4.400 hectares de floresta em torno das áreas industriais, num investimento estimado de oito milhões de euros.

De acordo com o coordenador municipal de proteção civil, João Oliveira, é também proposta uma faixa de proteção de 100 metros com espécies nativas como sobreiros e azinheiras, criando uma zona de transição.

As empresas são desafiadas pela autarquia a colocarem informação relevante à disposição das corporações de socorro, que passam a aceder a dados críticos das fábricas através de códigos QR, para identificar matérias-primas perigosas e planos de evacuação.

Dirigida às empresas é também a formação de colaboradores para a primeira intervenção em focos iniciais, estando já a decorrer um programa de formação no Centro Municipal de Proteção Civil.

A georreferenciação dos hidrantes industriais está já a ser trabalhada com outras entidades, como a empresa de abastecimento de água, para permitir aos operacionais conhecer o estado e o caudal das fontes de água em tempo real.

O projeto introduz também a figura do “gestor de emergência”, que assegura a ligação direta entre as empresas, a proteção civil, os bombeiros e a GNR.

“A implementação total das medidas tem um horizonte temporal fixado até 2030, mas as ações de sensibilização e limpeza de terrenos são imediatas”, explicou João Oliveira.

Notícias do Centro | Lusa

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