Cerca de 3.400 clientes continuam sem energia elétrica no concelho das Caldas da Rainha, onde, segundo a Câmara, já foi restabelecido o abastecimento de água a toda a população.
Num balanço divulgado às 18:00 de hoje, a autarquia, do distrito de Leiria, cita dados atualizados pela E-Redes, dando nota de uma taxa de cobertura no concelho “entre 91% e 95%” e estimando que existam cerca de 3.400 clientes sem energia elétrica.
As freguesias mais afetadas são as de Vidais, Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, Salir de Matos, A-dos-Francos, Landal, União das Freguesias de Tornada e Salir do Porto.
“Apesar dos múltiplos esforços e trabalho contínuo no terreno, ao longo dos últimos dias o fornecimento de energia continua instável em vários pontos do território”, informou o município.
No que diz respeito ao abastecimento de água, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) garantem que “já existe abastecimento de água em todo o concelho”.
Ainda assim, segundo a Câmara, verificam-se “situações pontuais de água turva em alguns locais” e, nas localidades de Bairradas / Porto Moinho, na freguesia do Landal, “há instabilidade no fornecimento de água devido às oscilações de energia elétrica”.
No que toca a equipamentos e espaços públicos, o Parque D. Carlos I e as Piscinas Municipais permanecem encerradas por não se consideraram garantidas as condições de segurança.
A Mata Rainha Dona Leonor “também se encontra fechada, apesar de haver acessos não vedados”, pelo que a Câmara apela à população que “não circule neste e noutros locais em que exista risco de queda de árvores e ramos”, depois de, nestes dois locais, terem caído “cerca de duas centenas de árvores, entre as quais alguns dos maiores e mais antigos exemplares”.
O município está a acompanhar a situação na praia da Foz do Arelho, nomeadamente, a erosão costeira, em estreita articulação com Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e as Águas do Tejo Atlântico.
Em relação ao escoamento fluvial das linhas de água, de forma a evitar o risco de cheias, recomenda que não seja cortada a vegetação das margens dos cursos de água.
No comunicado, a Câmara adianta que “todas as situações de vulnerabilidade social identificadas, até ao momento, já foram resolvidas, incluindo o realojamento temporário de cidadãos em situação de risco” no concelho onde, desde a passagem da depressão Kristin e as 16:00 de hoje, foram registadas mais de 350 ocorrências.
Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.











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