Coimbra

Bispo de Coimbra diz que Francisco deixou “desafios muito grandes e documentos fabulosos”

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O bispo de Coimbra, Virgílio Antunes, considerou hoje que o Papa Francisco, que morreu hoje aos 88 anos, foi o Papa necessário para os tempos que se vêm atravessando, tendo deixado “desafios muito grandes e documentos fabulosos”.

“Foi exatamente o Papa para o nosso tempo, porque teve clarividência e iluminação do espírito para reconhecer a situação da Igreja, para reconhecer a situação do mundo. E, à luz do Evangelho, da tradição e da reflexão, propôs os caminhos que a Igreja deve percorrer”, destacou.

Em declarações à agência Lusa, Virgílio Antunes contou que “a morte do Santo Padre está carregada de uma emoção muito forte”.

“Foi o Papa com quem tive a graça e a possibilidade de contactar de uma forma mais próxima e mais direta, não só pelas suas visitas a Portugal, mas depois pelas minhas deslocações, de vez em quando, a Roma e, sobretudo, durante a realização do último sínodo”, apontou.

A proximidade e a convivência quase diária nas duas sessões da Assembleia Sinodal em que participou proporcionaram-lhe “uma ligação mais pessoal do que com os outros pontífices”, com os quais teve a oportunidade de conviver.

“Neste caso, há aqui uma emoção mais forte por este motivo. Depois, o Papa Francisco é, a todos os títulos, um grande Papa da Igreja do nosso tempo, que nos deixa caminhos para percorrer, que nos deixa desafios muito grandes e documentos fabulosos”, indicou.

De acordo com a página de Internet da Diocese de Coimbra, na quarta-feira, às 21:30, terá lugar na Sé Nova de Coimbra uma missa em oração pelo Papa Francisco.

O Papa Francisco morreu hoje aos 88 anos, após 12 anos de um pontificado marcado pelo combate aos abusos sexuais, guerras e uma pandemia.

Nascido em Buenos Aires, a 17 de dezembro de 1936, Francisco foi o primeiro jesuíta a chegar à liderança da Igreja Católica.

Francisco esteve internado durante 38 dias devido a uma pneumonia bilateral, tendo tido alta em 23 de março.

A sua última aparição pública foi no domingo de Páscoa, no Vaticano, na véspera de morrer.

Notícias do Centro | Lusa

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