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Aveiro aposta na candidatura a capital europeia para capacitar a rede cultural

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O presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves, disse hoje que a candidatura a Capital Europeia da Cultura, tem por objetivo “capacitar a rede cultural”.

“Metemo-nos nisto para ganhar, sabendo que, se o não conseguirmos, nada acaba com essa não vitória, e se ganharmos nada começa com a assunção deste título”, afirmou Ribau Esteves na apresentação pública do livro da candidatura.

Segundo o presidente da Câmara de Aveiro ser capital Europeia da Cultura “vai permitir crescer até esse ano fantástico de 2027 e fixar num patamar bem mais alto a criatividade, a produção cultural e o marketing territorial”.

O autarca manifestou a sua satisfação pela passagem de Aveiro ter sido uma das quatro cidades selecionadas, em 12 candidatas, e lembrou o caminho já percorrido, com a criação de um Plano Estratégico para a Cultura e a capacitação em recursos humanos e financeiros.

“A Câmara Municipal de Aveiro, em 2017, executou um orçamento de 3,1 milhões de euros na área da Cultura, o que quis dizer 3,2% do nosso orçamento, e em 2021 esse valor foi de 4,6 milhões, o que quis dizer 6,6% do nosso orçamento”, salientou.

Nos próximos anos, assumiu, o objetivo é em 2028, ano seguinte ao título, executar uma dimensão orçamental de 08 milhões de euros, correspondendo a cerca de 12% do orçamento municipal.

Para a programação cultural estão previstos no total 50 milhões de euros, dos quais 21,5 milhões são para o período de preparação entre 2023 e 2026, 18 milhões de euros para o ano do título (2027) e 10,5 milhões de euros de 2028 a 2030.

“A outra dimensão que a candidatura tem é o conjunto de investimentos em infraestruturas culturais, no quadro da conquista de fundos do Portugal 2020, a que se somam contributos financeiros de outros programas comunitários”, disse.

Conforme salientou, o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano da Cidade de Aveiro (PEDUCA) tem um conjunto de operações já consumadas que qualificam espaço público e edifícios, como o Teatro, o Atlas (Biblioteca) e a antiga Estação, o que deverá ter continuidade com a recuperação de outros imóveis e reformulação do seu uso.

Acompanhada por Braga, Évora e Ponta Delgada, Aveiro vai prosseguir com determinação “em fazer um trabalho cuidado, com profundo envolvimento da Comunidade, empenhada em fazer crescer esse projeto”, concluiu.

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