Os autarcas da região de Aveiro querem uma gestão local sobre a ria, em vez da criação de um parque natural, recomendado ao Governo pela Assembleia da República por iniciativa do Bloco de Esquerda, conforme posição hoje divulgada.
Em nota à imprensa, o Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) faz saber que, na sua última reunião, “manifestou a sua total oposição à criação de um Parque Natural da Ria de Aveiro.
“Para a CIRA, esta ideia que não tem qualquer utilidade para a valorização da Ria de Aveiro, dos seus valores naturais e da sua relação com o Homem e com as atividades de relevante importância económica e social que são desenvolvidas na Ria de Aveiro”, critica.
Os autarcas consideram que “cuidar da ria de Aveiro não é criar mais burocracia, como aconteceria com a criação do Parque Natural da Ria de Aveiro”, e o que é preciso é “investir mais na ria de Aveiro”.
Propõem por isso que seja concretizado “um pacote de investimentos de qualificação e valorização (“Polis 2”) de forma a prosseguir o bom trabalho realizado pela Polis Litoral Ria de Aveiro” e que a gestão da ria seja entregue a entidade sedeada na região, com capacidade legal e técnica de fazer essa gestão autónoma e integrada, assim como intervenções regulares de manutenção e de proteção dos valores naturais”.
Caberá a essa entidade “desenvolver trabalho de gestão e investimentos, em parceria institucional com as entidades utilizadoras e também gestoras da ria de Aveiro, muito em especial com a Administração do Porto de Aveiro”, defende.
“A CIRA reitera o seu empenhamento e compromisso em prosseguir com trabalho e diligências institucionais na defesa e promoção da ria de Aveiro, nomeadamente junto do Governo e da Assembleia da República, visando a criação de instrumentos capazes de gerir de forma permanente, investidora, autónoma e integrada, a ria de Aveiro”, conclui.









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