Os presidentes das câmaras de Aveiro e Águeda destacaram hoje a importância para a região e para os seus territórios da futura ligação entre as duas cidades por autoestrada.
Ribau Esteves e Jorge Almeida alinharam os discursos pela mesma ideia base no ato de assinatura do contrato para a elaboração do projeto do novo eixo rodoviário, com financiamento já garantido a 100% pelo PRR.
“Esta é uma infraestrutura muito importante para a região de Aveiro, para o município de Aveiro e para o município de Águeda”, declarou Ribau Esteves, sublinhando que a assinatura do contrato com a empresa que ganhou o concurso para a elaboração do projeto é demonstrativa da determinação em avançar rapidamente com o compromisso assumido com o financiador, respeitando as formalidades legais.
O presidente da Câmara de Aveiro destacou também outra função da nova via, além de unir as duas cidades: “o desenho das peças que foram a concurso faz com que ela tenha essa função muito importante de estruturar a nossa rede viária, desde o Parque de Feiras e Exposições até à nossa zona industrial de Eixo/Oliveirinha, rumo a Travassô, atravessando São Bernardo e fazendo a ligação destas áreas de dimensão industrial e urbana”.
Jorge Almeida, por seu turno, procurou “sossegar as vozes mais receosas que vão surgindo”, contrariando que a ligação franca a Aveiro vá “absorver” Águeda.
Na opinião do presidente da Câmara de Águeda, o resultado será o contrário, já que haverá uma redução significativa do tempo que demora a fazer o percurso entre as duas cidades, atualmente de cerca de 40 minutos para fazer apenas 20 quilómetros.
“Estou absolutamente convencido que não vamos perder e acho que vamos ganhar muito e, sobretudo a região”, afirmou.
Pelo contrato hoje assinado, a elaboração do projeto de execução do eixo rodoviário Aveiro – Águeda, que inclui o estudo de impacto ambiental, ficou entregue à empresa Ripórtico Engenharia, Lda., pelo valor de 841.086,57 euros.
O novo eixo rodoviário, em perfil de autoestrada, terá 14 quilómetros de extensão, permitindo encurtar em 40% o percurso atual e em 65% a duração da viagem.









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