Leiria

Ansião vai investir 150 mil euros em geradores e internet por satélite

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 A Câmara de Ansião vai avançar com uma revisão orçamental para investir 150 mil euros em geradores e internet por satélite em todas as freguesias para assegurar resposta diferente no futuro, afirmou hoje o presidente do município.

A proposta de revisão orçamental daquela autarquia do distrito de Leiria irá ser apresentada na reunião do executivo municipal de quinta-feira, perspetivando-se um investimento “na ordem dos 150 mil euros” entre geradores e routers de internet por satélite Starlink, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara, Jorge Cancelinha.

“Se daqui a um mês a resposta que tivermos para dar às pessoas [num contexto de catástrofe] for exatamente igual à que tivemos agora, então não estamos cá a fazer nada”, vincou.

Para Jorge Cancelinha, um autarca não pode estar “incontactável durante três dias” nem um lar de terceira idade, “com pessoas em fragilidade e vulnerabilidade constante”, pode ficar sem luz.

“O que fizemos foi equipar as juntas de freguesia com equipamento Starlink para que as comunicações possam, pelo menos, funcionar em cada sede de freguesia e as pessoas possam ter acesso à internet e comunicações nesses pontos”, disse.

Além disso, a Câmara de Ansião irá fazer um investimento “considerável em autonomia energética, em geradores de grande potência para estarem em sítios estratégicos”, onde seja possível alimentar “extensões de centros de saúde, pavilhões gimnodesportivos e escolas primárias”, disse.

“Pelo menos no centro de cada freguesia ou em pontos estratégicos, que haja um farol para onde as pessoas se possam deslocar, ter energia elétrica e algumas condições de conforto”, acrescentou Jorge Cancelinha.

Além desse investimento, o município irá também propor nessa revisão orçamental um investimento de meio milhão de euros para atacar “as intervenções de primeira necessidade” em equipamentos municipais, como estabelecimentos de ensino, pavilhões desportivos, edifícios camarários e também nos espaços verdes e de lazer do concelho para “devolver alguma normalidade às pessoas”, acrescentou.

“Meio milhão de euros num orçamento que, neste momento, é de 19 milhões de euros. É muito dinheiro, mas é um sinal que temos de dar já e é uma postura que temos de ter para o futuro”, salientou o autarca.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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