DestaqueGuarda

Ambulância de suporte de vida de Foz Côa esteve inoperacional durante a noite

0

A ambulância de Suporte Imediato de Vida de Foz Côa, distrito de Guarda, esteve parada desde as 20:00 de terça-feira até às 08:00 de hoje, quarta-feira, devido à grave dos técnicos de emergência pré-hospitalar, adiantou à Lusa fonte sindical.

“Este é um efeito direto da greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar ao trabalho extraordinário, que é sem termo, até que haja uma resposta do Governo”, disse Rui Lázaro, presidente do sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH).

Os técnicos de emergência pré-hospitalar iniciaram hoje às 00:00 uma greve ao trabalho suplementar, por tempo indeterminado, a exigir medidas para tornar a carreira mais atrativa.

“Dada a elevada adesão dos técnicos de emergência pré-hospitalar, é pela primeira vez, que a ambulância SIV de Vila Nova de Foz Côa fica parada”, indicou o dirigente sindical.

Segundo Rui Lázaro, o número de técnicos de emergência pré-hospitalar no Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) “tem vindo a reduzir-se significativamente ao longo dos últimos anos”, apesar das contratações feitas, o que “prova uma elevada taxa de abandono superior a 30%”.

“A forma de combater isso é tornar a carreira mais atrativa, revendo imediatamente o índice remuneratório, que está próximo do salário mínimo nacional”, disse.

A ambulância SIV estacionada no Serviço de Urgência Básica (SUB) do Centro de Saúde de Foz Côa, serve seis concelhos, entre os quais Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança. Foz Côa, Meda, Figueira de Castelo Rodrigo, já no distrito da Guarda a que se junta o concelho de São João da Pesqueira, já no distrito de Viseu.

“Com a paragem desta ambulância será necessário acionar a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) estacionada na cidade da Guarda ou eventualmente a ambulância SIV de Mirandela (Bragança)”, frisou Rui Lázaro.

De acordo com o pré-aviso, a paralisação abrange todos os técnicos de emergência pré-hospitalar do INEM e inclui todos os eventos programados que o instituto se proponha a assegurar, “para lá daquilo que é a sua atividade normal e legalmente exigível”.

Uma vez que a greve se refere a trabalho suplementar, a estrutura sindical não apresentou qualquer proposta de serviços mínimos por “não serem devidos”, já que “todo o trabalho em horário normal urgente e emergente continuará a ser garantido em todos os turnos”.

O sindicato assegurou ainda que as “ocorrências multivítimas e catástrofes naturais ou outras que possam vir a ocorrer” não estão abrangidas por esta paralisação, adiantando que, para essas situações, “os trabalhadores estarão sempre disponíveis para acorrer às necessidades que se imponham e prestarão o trabalho suplementar que se mostrar necessário”.

No passado dia 26 de outubro, também a ambulância SIV de Mogadouro esteve parada no turno da noite devido à falta de tripulação.

Rui Lázaro salientou também que no interior do país as distâncias para os serviços básicos hospitalares são muitas vezes superiores a mais de uma hora.

Notícias do Centro | Lusa

Proteção Civil realiza hoje exercício A Terra Treme

Notícia anterior

Congresso em Coimbra quer mostrar que a engenharia é a maior aliada no combate à seca

Próxima notícia

Também pode gostar

Comentários

Comentários estão fechados

Mais em Destaque