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Aldeias de Montanha criam Escola de Agroecologia em Seia dedicada ao castanheiro

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A Rede das Aldeias de Montanha vai iniciar na sexta-feira, na localidade de Lapa dos Dinheiros, no concelho de Seia, a primeira Escola de Agroecologia de Montanha dedicada ao castanheiro e à regeneração dos soutos da Serra da Estrela.

A iniciativa faz parte da Academia das Aldeias de Montanha, “um novo modelo de intervenção no território que junta o conhecimento técnico, através da parceria com a Escola Superior Agrária de Viseu, e o saber das comunidades locais”, adiantaram os promotores em comunicado enviado à agência Lusa.

“Esta união serve de base a um modelo de turismo comunitário e regenerativo, em que o turista não é um mero espetador, mas é envolvido ativamente na preservação da paisagem”, adiantou a Rede de Aldeias de Montanha.

O objetivo é valorizar “paisagens de valor económico e ambiental, promovendo a literacia sobre o território, ajudando a distinguir entre uma simples mancha verde e uma floresta viva e biodiversa, e reforçando que nem sempre o ‘verde’ significa valor ambiental”.

Na Escola de Agroecologia de Montanha, que vai decorrer até domingo, o turista/visitante assume o papel de “cuidador” da paisagem e vai contribuir para a renovação dos soutos da Lapa dos Dinheiros, situados no Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE).

A atividade dedicada às ‘Culturas do Castanheiro’ inclui a realização de um ‘workshop’ de enxertia com a participação das pessoas da aldeia, que, “ao partilharem o seu saber, demonstram que a gestão inteligente da paisagem é a base para o futuro económico da região”.

“O objetivo é regenerar os soutos como ativos que asseguram a regulação do ciclo hídrico, a conservação do solo, a fixação do dióxido de carbono, a promoção da biodiversidade e, simultaneamente, geram valor económico direto para as populações e para o setor do turismo”.

Na Lapa dos Dinheiros haverá “momentos de transferência de conhecimento”, através do Instituto Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), da Escola Superior Agrária de Viseu (ESAV) e do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), de Seia.

A atividade contempla ainda momentos de “imersão gastronómica”, como a ‘Mesa Partilhada’, e um registo artístico criado pelo coletivo de desenhadores Urban Sketchers.

“Com a Escola de Agroecologia de Montanha propõe-se um novo paradigma onde o turista aprende, mas também contribui ativamente para regenerar paisagens, criando uma ligação com o território”, considerou a Rede de Aldeias de Montanha.

Já estão previstas mais edições da Escola de Agroecologia noutras Aldeias de Montanha sobre temáticas adaptadas às especificidades e recursos de cada localidade.

Esta iniciativa integra a Estratégia de Eficiência Coletiva (EEC) PROVERE Aldeias de Montanha 2030, contando com o cofinanciamento do programa Centro 2030.

Fundada em abril de 2013, a Associação para o Desenvolvimento Integrado da Rede das Aldeias de Montanha (ADIRAM) tem sede em Seia, no distrito da Guarda.

A rede de Aldeias de Montanha conta com 41 localidades dos concelhos de Fornos de Algodres, Gouveia, Manteigas, Celorico da Beira, Guarda, no distrito da Guarda, Covilhã e Fundão, no distrito de Castelo Branco, e Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra.

Estas aldeias estão situadas na Serra da Estrela e na Serra da Gardunha.

Notícias do Centro | Lusa

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