A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) iniciou hoje os trabalhos de reparação do rombo maior no rio Lis, na margem direita, entre Ribeira de Pontes e Ortigosa, disse à agência Lusa fonte da Câmara Municipal de Leiria.
“Tínhamos pedido à APA para proceder a estas reparações assim que o caudal do rio descesse, o que se verificou, embora os campos ainda estejam alagados”, referiu o vereador Luís Lopes, responsável pelo pelouro da Proteção Civil.
O autarca adiantou ainda que depois serão reparados uma vala de rega a norte de Monte Real e a seguir dois rombos na margem esquerda do rio Lis, também a norte de Monte Real.
Segundo o vereador Luís Lopes, os trabalhos vão estar dificultados pelo excesso de água nos campos, que vai condicionar a operacionalidade das máquinas e camiões.
“A nossa expetativa é que estas intervenções de estabilização demorem cerca de uma semana, para depois se avançar com a consolidação dos trabalhos”, salientou o autarca.
Na manhã de hoje, a APA informou a agência Lusa destes trabalhos “para o fecho provisório dos rombos identificados no rio Lis, na Freguesia de Amor, concelho de Leiria”.
“As intervenções estão a ser realizadas em articulação com a Associação de Regantes”, acrescentou.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.












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