Guarda recebe artistas nacionais e internacionais entre 11 e 19 de junho
A cidade da Guarda volta a afirmar-se como palco privilegiado da criação artística contemporânea com a realização da 9.ª edição do Simpósio Internacional de Arte Contemporânea (SIAC), que decorre entre os dias 11 e 19 de junho. Sob o lema “Entre o Lugar e o Horizonte”, o evento propõe uma reflexão sobre a relação entre o património edificado, a paisagem urbana e as artes, através de uma programação diversificada e aberta a todos os públicos.
Ao longo de nove dias, vários espaços emblemáticos da cidade acolhem exposições, residências artísticas, oficinas, palestras, visitas comentadas, performances, música e intervenções de arte urbana. O programa estende-se pelo Museu da Guarda, Torre de Menagem, Capela do Solar dos Póvoas, Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, Campus Internacional de Escultura Contemporânea, Foyer do Teatro Municipal da Guarda, ExpoEcclesia e Sítio Arqueológico da Póvoa do Mileu.
Um dos destaques do SIAC são as residências artísticas, que permitem ao público acompanhar de perto o processo criativo dos artistas convidados. Na pintura participam Peter Balikó (Hungria), Veronika Blyzniuchenko (Ucrânia), Blackson Fernando Afonso (Angola) e Beatriz Vieira da Silva (Portugal). A escultura estará representada por Maria Leal da Costa e José Luís Hinchado Morales, enquanto a cerâmica artística contará com Iliana de Carvalho Menaia e Ana Marques Loureiro. Luísa Leão desenvolverá um projeto de arte têxtil de parede e Lara Amaral criará uma instalação artística.
A arte urbana marcará igualmente presença nas ruas da Guarda através das intervenções de André Silveira (Dub), Nuno Aparício (Nuno Miles) e Telmo Lourenço. O programa integra ainda um curso de vidragem de cerâmica orientado pelo mestre Pedro Rafael e um curso de arte urbana dinamizado por Desy CXXIII.
As palestras abordarão temas distintos ligados ao universo artístico. Cristina Neiva Correia falará sobre a evolução da porcelana do século XVIII à contemporaneidade, Pedro Renca apresentará uma reflexão sobre arte-terapia e Nuno Horta explorará a importância dos catálogos de arte na valorização dos artistas e das suas obras.
Entre as atividades complementares destacam-se a visita performativa “Funus – Rituais de despedida”, dedicada aos rituais funerários romanos no Mileu, a romaria literária “Pelos Passos dos Escritores da Guarda” e uma visita comentada ao Campus Internacional de Escultura Contemporânea.
A música também terá um lugar de relevo no SIAC, com vários momentos de performance ao longo do evento. O programa inclui “O Lugar é Nosso”, por Tiago Sami Pereira e convidados, um recital de guitarra clássica por Diogo Andrade, o espetáculo “Beat no Museu”, com DJ B. Riddim e Maze, e o concerto de encerramento “Entre o Lugar e o Horizonte”, pelo Trio Allegro.
Paralelamente, estarão patentes nove exposições distribuídas por diferentes espaços da cidade. Entre elas destacam-se a coletiva “Incerteza Objetiva”, na Sala João Mendes Rosa, a exposição “Com Olhos de Ver”, na Galeria d’Arte Evelina Coelho, a mostra evocativa dedicada a Ezequiel Batoréu, a exposição “Cerâmicas que Contam Histórias”, de Pedro Rafael, e a coletiva final “Entre o Lugar e o Horizonte”, que reunirá obras produzidas pelos artistas em residência e será inaugurada no último dia do simpósio.
Dirigido a profissionais da educação, estudantes e comunidade em geral, o SIAC continua a afirmar-se como um dos mais importantes eventos culturais da região, colocando a arte contemporânea no centro da vida cultural da Guarda e promovendo o encontro entre criadores, património e público.













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