Águeda assinalou este fim de semana os 40 anos dos incêndios de 1986 com um conjunto de cerimónias evocativas marcadas pela emoção, pelo silêncio e por apelos à responsabilidade coletiva na prevenção de incêndios.
As iniciativas, promovidas pelo Município de Águeda e pelos Bombeiros Voluntários, contaram com a presença do Ministro da Administração Interna, tendo incluído momentos de homenagem, deposição de flores e uma exposição dedicada à memória da tragédia.
Um dos momentos mais marcantes aconteceu na Castanheira do Vouga, com a formatura de várias corporações de bombeiros e a evocação das vítimas, assinalada pelo tradicional “presente” em memória dos bombeiros e civis falecidos.
O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, sublinhou a dimensão histórica da tragédia, lembrando que o 14 de junho de 1986 “marcou de forma absolutamente determinante” o concelho e as suas comunidades.
“O dia de hoje é de recolhimento e de respeito, quase em silêncio”, afirmou, defendendo que a memória deve servir de aprendizagem coletiva, ainda que alertando para o facto de “nem sempre se ter aprendido o suficiente” com os grandes incêndios ocorridos nas décadas seguintes.
O autarca deixou ainda um apelo à ação conjunta na prevenção: “Esta missão de nos protegermos uns aos outros é um trabalho de todos”, sublinhou, reforçando que a responsabilidade não pode ser apenas das autoridades.
As cerimónias encerraram com uma forte homenagem às vítimas e aos bombeiros, num dia dedicado à memória, ao respeito e à reflexão sobre a importância da prevenção dos incêndios rurais.











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