Uma plataforma para os munícipes de Leiria contribuírem para melhorar o espaço público do concelho foi hoje lançada pela Câmara, que quer levar a população a comunicar ocorrências.
Denominada “Leiria Repara”, a plataforma possibilita a comunicação de ocorrências em seis áreas, como higiene pública e resíduos urbanos (por exemplo contentores cheios ou danificados), vias, acessibilidades e sinalização (buracos, passeios degradados ou barreiras arquitetónicas) e ambiente e espaço público (árvores ou mobiliário urbano).
Iluminação pública (postes danificados ou luminárias avariadas), pessoas e comunidade (situações relacionadas com apoio social ou bem-estar comunitário) e animais (bem-estar ou situações de risco) são as restantes áreas.
Na conferência de imprensa de apresentação da plataforma, disponível em leiriarepara.cm-leiria.pt/ e para telemóveis, o presidente do município, Gonçalo Lopes explicou que a iniciativa visa “tornar muito mais transparente” a gestão de ocorrências.
“Temos agora a oportunidade de aumentar a nossa capacidade de recolha de informação e acompanhamento das diversas ocorrências”, declarou Gonçalo Lopes, antecipando que a plataforma vai concentrar muitos dos pedidos que chegam à autarquia por diversas vias, como mensagem eletrónica, telefone, carta, redes sociais ou mensagens para os telemóveis dos vereadores.
Reconhecendo que “os canais de entrada [das ocorrências] são muitos”, o autarca referiu que se vai tentar “disciplinar essa entrada, de modo a que seja feita através desta plataforma”, que tem georreferenciação e possibilita, além de texto, a submissão de fotografia.
O presidente da Câmara frisou que haverá gestão das prioridades, notando que será necessário afetar recursos (humanos, materiais e financeiros).
“Para nós também é um desafio, põe em causa a nossa capacidade, o tempo de resposta”, assumiu, admitindo, que o “Leiria Repara” vai “massificar o número de pedidos e intervenções” e levar ao crescimento do trabalho do município.
Por outro lado, advertiu que “ter estas plataformas também obriga a que haja uma educação para a cidadania de quem as utiliza”.
A plataforma permite ao munícipe acompanhar a evolução da situação que submeteu, através de notificações do estado da ocorrência.
Questionado sobre a possibilidade de a plataforma receber milhares de participações relacionadas com árvores caídas decorrentes do mau tempo, o presidente do município admitiu que tal possa suceder.
“Temos a plena consciência de que, ao lançarmos passados quatro meses [da depressão] Kristin, que vamos ter muito pedido de reparação do espaço público. (…) Ainda há muita ocorrência para reparar, mas achámos que também não podíamos aguardar mais tempo para lançar esta plataforma”, adiantou.
Para Gonçalo Lopes, a medida é útil também porque é possível que haja ocorrências que “não tenham ficado registadas” no primeiro levantamento feito pelos serviços municipais pós depressão Kristin, em 28 de janeiro.
Em caso de serem comunicadas ocorrências da responsabilidade de outras entidades, como juntas de freguesia, Valorlis, Infraestruturas de Portugal ou E-Redes, serão direcionadas para estas.
Nesta plataforma, a informação relativa a pessoas e comunidade (caso em que são reportados cidadãos em situação de sem-abrigo, por exemplo) e ao ambiente (dados sensíveis) não será pública.
Os cidadãos podem ainda pedir no “Leiria Repara” a remoção de monos, e resíduos eletrónicos e verdes, o que é feito de forma gratuita pela Câmara, com agendamento da recolha.
Para já, está prevista uma campanha de comunicação, para dar a conhecer a plataforma junto da população de Leiria.












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