Castelo Branco

Há memórias de barro para descobrir no Fundão

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Integrada na iniciativa Fornada, irá realizar-se, no dia 6 de junho de 2026, sábado, às 18:00, na Casa do Barro, no Telhado, a conferência “Telhado 1992: Memórias de um Trabalho de Campo” proferida por Isabel Fernandes.
A oradora é museóloga e historiadora com uma vasta carreira dedicada ao estudo e valorização do património cultural. Antiga conservadora do Museu de Olaria de Barcelos, entre 1983 e 1995, foi também diretoria do Museu de Alberto Sampaio, do Paço dos Duques de Bragança do Castelo de Guimarães. Atualmente integra o Lab2PT – Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.
Na sua intervenção, Isabel Fernandes partilhará reflexões sobre o património oleiro e as memórias pessoais associadas a esta importante tradição local.
A conferência contará, ainda, com a participação de Diana Salvado, investigadora da Rede de Casas e Lugares do Sentir, que apresentará uma análise de uma pintura de Manuel Lapa, de 1947, pertencente ao acervo da autarquia, que será exposta na Casa do Barro. A obra constitui uma das primeiras representações conhecidas de um objeto de barro produzido por esta antiga indústria artesanal, sendo de particular relevância para a compreensão da memória e da identidade oleira do Telhado.
A iniciativa, promovida pelo Município do Fundão, através do Museu Arqueológico Municipal José Monteiro e do CETMOPA – Centro de Estudos do Território, Mobilidades e Património, pretende dar início a um trabalho de reconstituição da memória da olaria, retomando a investigação iniciada nos anos setenta do século passado por Olinda Sardinha, cujo espólio científico foi doado ao Município do Fundão.

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